Organização da Copa do Mundo de Futebol de Base de Juazeiro (BA) emite nota sobre caso de racismo

A Organização da Copa do Mundo de Futebol de Base de Juazeiro da Bahia emitiu nota de repúdio a um episódio de racismo ocorrido durante no Estádio Adauto Moraes, que aconteceu neste domingo (7).

O árbitro da LDJ, o ex-goleiro Raílson, foi vítima do crime de racismo quando exercia suas funções profissionais.

Veja a nota na íntegra:

A Organização da Copa do Mundo de Futebol de Base de Juazeiro da Bahia vem a público manifestar seu mais firme e veemente repúdio ao ato de racismo ocorrido na data de hoje contra o árbitro da LDJ, enquanto este exercia suas funções profissionais durante a realização do evento.

Lamentamos profundamente que, em um espaço destinado ao esporte, à formação de jovens atletas, ao respeito, à convivência e à integração social, ainda sejam registradas atitudes discriminatórias que ferem a dignidade humana e afrontam os princípios básicos de cidadania, igualdade e respeito.

A organização reafirma que não tolera qualquer forma de racismo, discriminação, preconceito, ofensa ou conduta que atente contra a honra, a dignidade e a integridade de atletas, árbitros, comissões técnicas, colaboradores, torcedores ou qualquer pessoa presente no evento.

Ressaltamos que, no Brasil, o racismo é crime. A Constituição Federal estabelece que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. Além disso, a Lei nº 7.716/1989, alterada pela Lei nº 14.532/2023, tipifica a injúria racial como crime de racismo, prevendo pena de reclusão e multa, inclusive com regras específicas para condutas ocorridas em contexto de atividades esportivas destinadas ao público.

Diante do ocorrido, a organização informa que adotará as providências cabíveis no âmbito do evento e se coloca à disposição das autoridades competentes para colaborar com a devida apuração dos fatos, de modo que a responsabilidade seja atribuída conforme a legislação brasileira.

Prestamos nossa solidariedade ao árbitro da LDJ e reforçamos nosso compromisso com um futebol de base inclusivo, educativo, democrático e livre de qualquer manifestação racista. O esporte deve ser instrumento de união, respeito e transformação social, jamais palco para práticas discriminatórias.

RACISMO É CRIME, DENUNCIE.

Atenciosamente,

Organização da Copa do Mundo de Futebol de Base de Juazeiro da Bahia.

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