Leis reconhecem a capoeira como patrimônio cultural e criam o Dia e a Semana Municipais em Petrolina (PE)

Foram sancionadas em Petrolina, na última segunda-feira (29), duas leis de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT) que garantem reconhecimento inédito à capoeira no município. A Lei Nº 3.943/2026 institui o Dia e a Semana Municipal da Capoeira, enquanto a Lei Nº 3944/2026 declara a prática como Patrimônio Cultural Imaterial de Petrolina (PE).

Agora, com a sanção das novas legislações, o dia 15 de julho passa a integrar oficialmente o calendário do município como Dia Municipal da Capoeira. Presente em bairros, escolas, projetos sociais e espaços culturais, a capoeira reúne esporte, arte, musicalidade, educação e ancestralidade. Em Petrolina, gerações de mestres, professores e grupos mantêm viva essa tradição, transformando-a em instrumento de formação cidadã, inclusão social e fortalecimento da identidade negra.

A semana em que o Dia Municipal da Capoeira estiver inserido será dedicada à realização de rodas em escolas e espaços públicos, oficinas, apresentações culturais, seminários, festivais e atividades educativas voltadas à promoção da igualdade racial e ao combate ao racismo.

Os projetos também preveem ações de preservação da memória da capoeira em Petrolina, por meio de exposições, registros audiovisuais e iniciativas de reconhecimento aos mestres e mestras responsáveis pela transmissão dos saberes tradicionais. A proposta ainda incentiva oficinas de musicalidade e de construção e utilização de instrumentos como berimbau, atabaque, pandeiro, agogô e reco-reco, além de estimular o acesso à prática por crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

 “A capoeira vai além de uma manifestação cultural ou esportiva. Ela é história, resistência, identidade e ancestralidade. Ao reconhecer oficialmente essa tradição, estamos homenageando aqueles que mantiveram viva uma prática que nasceu da luta do povo negro e que segue transformando vidas nas comunidades”, afirmou o vereador.

Em Petrolina, a história da capoeira foi construída por gerações de mestres e grupos que ajudaram a consolidar a capoeira como ferramenta de educação e transformação social. Entre as referências estão Mestre Deca (Francisval Domingo de Souza), pioneiro na difusão da capoeira em Petrolina e Juazeiro desde a década de 1980, e Mestre Tampinha, cuja atuação contribuiu para a formação de crianças, jovens e adultos e para a expansão da prática nas comunidades. Professor Gilmar também destacou a contribuição do professor Atum, do professor Araúna e da instrutora Delicada, no desenvolvimento de ações comunitárias, tendo a capoeira como instrumento de inclusão social nas periferias.

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