Fim da escala 6×1: apenas sete dos 25 deputados de Pernambuco assinaram a PEC; veja quem ainda não assinou

    Apenas sete dentre os 25 deputados federais de Pernambuco assinaram a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 – um dia de folga a cada seis dias de trabalho.

    Para tramitar no Congresso, a PEC precisa de 171 assinaturas dos deputados federais.

    Até o fechamento desta matéria, o texto da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), com co-autoria da pernambucana Maria Arraes (Solidariedade), conta com 134 assinaturas.

    Dentre elas, estão sete deputados federais pernambucanos:

    Carlos Veras (PT);
    Clodoaldo Magalhães (PV);
    Fernando Rodolfo (PL);
    Maria Arraes (Solidariedade);
    Pedro Campos (PSB);
    Renildo Calheiros (PCdoB);
    Túlio Gadêlha (Rede).

    A assinatura não significa apoio absoluto. Em suas redes sociais, Fernando Rodolfo afirma defender o fim da escala 6×1, mas discorda da implementação de uma escala 4×3 – ou seja, quatro dias de trabalho com três dias de folga.

    Mas para apresentar emendas propondo a alteração, o projeto precisa das 171 assinaturas para entrar na pauta da Câmara dos Deputados.

    Quem são os 18 deputados de Pernambuco que ainda não assinaram a PEC?

    André Ferreira (PL);
    Augusto Coutinho (Republicanos);
    Coronel Meira (PL);
    Eduardo da Fonte (PP);
    Eriberto Medeiros (PSB);
    Felipe Carreras (PSB);
    Fernando Coelho Filho (União Brasil);
    Fernando Monteiro (PP);
    Guilherme Uchoa (PSB);
    Iza Arruda (MDB);
    Lucas Ramos (PSB);
    Luciano Bivar (União Brasil);
    Lula da Fonte (PP);
    Mendonça Filho (União Brasil);
    Michelle Collins (PP);
    Ossesio Silva (Republicanos);
    Pastor Eurico (PL);
    Waldemar Oliveira (Avante).
    O que diz a PEC?

    Hoje, o artigo 7º da Constituição Federal prevê o expediente de 44 horas semanais, e não mais do que oito horas diárias de trabalho.

    O texto da deputada Erika Hilton propõe reduzir a margem, mantendo as mesmas oito horas diárias e sem redução salarial.

    Ao invés de uma folga a cada seis dias trabalhados, seria uma escala ‘4×3’ – ou seja, uma jornada de trabalho de apenas quatro dias.

    A própria autora do projeto, no entanto, afirma que o novo modelo é um “pontapé inicial”, e que o intuito é justamente incitar o debate entre os parlamentares sobre o tema em busca de um “denominador comum”. (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados).

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