Citado por seis delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato na última semana, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) comentou sobre a turbulência política que envolve o seu nome, em entrevista exclusiva concedida ao Blog, na manhã dessa segunda-feira (17).
“Estamos vivendo um período de muita complicação no país, o Brasil precisa ser passado a limpo e essas delações que estão ocorrendo, é importante que durante os inquéritos, é preciso separar o Joio do Trigo, acredito que nenhuma dessas acusações irá prosperar, pois sei o que fiz, tenho responsabilidade com os cargos que ocupei e na hora certa vou prestar os esclarecimentos e combater essas leviandades que têm sido colocadas em relação a minha conduta como gestor”, esclareceu o senador.
Próximos passos
Como os inquéritos são de responsabilidade do STF, caberá agora ao Ministério Público Federal (MPF) conduzir as investigações. Sob a supervisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma equipe de procuradores deverá tomar providências para a produção de novas provas contra os suspeitos. Cada passo da investigação, como a realização de diligências policias, por exemplo, deverá ser autorizado pelo ministro Fachin.
Nos inquéritos abertos agora pelo STF, Janot já havia incluído em suas petições as solicitações de autorização para que, em cada caso, novas diligências fossem realizadas pela Polícia Federal. Fachin deu 30 dias à PF para que cumpra cada uma dessas providências iniciais.
Daqui em diante, outras diligências poderão ser solicitadas pelo MPF, de modo a acrescentar novos elementos aos autos do processo. As defesas dos suspeitos também podem fazer pedidos a Fachin, como por exemplo que se junte provas favoráveis aos acusados.






