Apesar dos ministros do presidente Michel Temer (PMDB) e os secretários do governador de Rui Costa (PT) viverem situações semelhantes na Operação Lava Jato, o deputado federal Robinson Almeida (PT) adotou medidas diferentes para os casos. Ao lado do colega de Câmara e partido Afonso Florence, o petista protocolou na Comissão de Ética Pública da Presidência da República representações que pedem o afastamento dos integrantes do primeiro escalão nacional.
Sem titubear, o parlamentar defendeu a saída dos investigados do Palácio do Planalto por supostas práticas delituosas “reiteradas”. “Um dos pré-requisitos para ser ministro é ter a história de vida ilibada. Nada garante que eles não possam praticar os mesmos crimes exercendo o cargo. O mais adequado é que sejam afastados”, opinou.
Questionado se adotaria a mesma medida em nível estadual, em que os titulares de Planejamento, João Leão (PP), e Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), também são alvos de inquéritos, Robinson se esquivou e disse apenas que “como deputado federal, atua para fiscalizar o governo federal”.
Os oito ministros integrantes da lista do relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, são: Eliseu Padilha (PMDB; Casa Civil); Moreira Franco (PMDB; Secretaria-Geral); Gilberto Kassab (PSD; Ciência, Tecnologia e Comunicações); Bruno de Araújo (PSDB; Cidades); Aloysio Nunes (PSDB; Relações Exteriores); Marcos Pereira (PRB; Indústria e Comércio Exterior); Blairo Maggi (PP; Agricultura); Helder Barbalho (PMDB; Integração).
Nesta quarta, o gestor estadual descartou a possibilidade de afastar seus aliados. Assim como todos os citados na Lava Jato, ambos negam as acusações. (BA.ba).






