Canadá confirma primeiro caso de hantavírus ligado a cruzeiro; surto no navio já soma 12 infecções

Autoridades de saúde da província da Colúmbia Britânica, no Canadá, confirmaram, neste domingo (18), o primeiro caso de hantavírus na América do Norte relacionado ao surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. O paciente faz parte de um grupo de quatro canadenses que estavam em isolamento após desembarcarem da embarcação no início do mês e testou positivo para a cepa Andes do vírus, associada a episódios raros de transmissão entre humanos.

Segundo a diretora provincial de saúde, Dra. Bonnie Henry, trata-se de um passageiro na faixa dos 70 anos, morador do Yukon, que retornou ao país em 10 de maio e apresentou sintomas leves na última quinta-feira, como febre e dor de cabeça. O teste inicial, feito na sexta-feira, indicou resultado positivo, posteriormente confirmado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia, em Winnipeg.

— O paciente está estável, os sintomas permanecem leves neste momento e ele continua internado em isolamento, sendo monitorado e recebendo os cuidados necessários da equipe de saúde do hospital — afirmou Henry.

A outra pessoa do casal também apresentou sintomas leves, mas teve resultado negativo. Um terceiro passageiro, também na casa dos 70 anos, foi levado ao hospital por precaução para avaliação, enquanto uma quarta pessoa, na faixa dos 50 anos e residente no exterior, permanece em isolamento domiciliar.

As autoridades informaram que os pacientes hospitalizados estão em quartos de pressão negativa e que protocolos rigorosos de contenção foram adotados desde a chegada dos passageiros à Colúmbia Britânica. A médica Reka Gustafson, da Autoridade de Saúde da Ilha, afirmou que os hospitais estão preparados para lidar com a situação.

— Estou confiante de que não há risco adicional para ninguém além das pessoas que cuidam desses indivíduos. Eles não têm contato com o público, e os profissionais de saúde estão utilizando protocolos bem estabelecidos — disse Henry.

O caso confirmado eleva para 12 o número de infecções ligadas ao cruzeiro em todo o mundo, incluindo três mortes. Segundo autoridades internacionais, o surto teria começado após um casal holandês contrair o vírus durante observação de aves na Argentina. A cepa andina do hantavírus costuma ser transmitida pelo contato com fezes de roedores, mas já foi associada a episódios de transmissão entre pessoas.

O Instituto Pasteur, da França, informou que o vírus identificado a bordo não apresenta mutações que o tornem mais transmissível ou mais perigoso. Ainda assim, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, monitoram 41 pessoas em 16 estados por possível exposição, enquanto o Canadá mantém passageiros e contatos próximos sob vigilância por até 42 dias.

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