Vivemos um momento decisivo na história democrática do Brasil. Mais uma vez, o povo será convocado às urnas para escolher deputados estaduais e federais, senadores e governadores — representantes que terão nas mãos importantes decisões sobre os rumos da nação.
Entretanto, diante de tantas crises institucionais, conflitos entre poderes e da crescente sensação de distanciamento entre representantes e representados, é inevitável uma reflexão profunda: estamos realmente escolhendo aqueles que defendem os interesses do povo brasileiro?
As Assembleias Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, concebidos como legítimas casas do povo, muitas vezes são percebidos como espaços onde interesses políticos, conveniências e negociações por emendas sobrepõem-se às verdadeiras necessidades da população.
Diante desse cenário, penso que devemos considerar, com responsabilidade, a possibilidade de renovar profundamente nossos quadros políticos, buscando homens e mulheres sérios, éticos e verdadeiramente comprometidos com a coisa pública — inclusive aqueles que nunca ocuparam cargos tradicionais, mas que demonstrem preparo, equilíbrio e espírito público.
Não se trata de radicalismo ou rejeição indiscriminada à experiência política, pois sabemos que há exceções honrosas. Trata-se, acima de tudo, de promover uma mobilização nacional pautada pela consciência cidadã, pelo voto responsável e pela busca de um Brasil mais justo, transparente e eficiente.
Penso que devemos fazer uma mobilização nacional sem radicalismo, mas com consciência cidadã. Somente assim poderemos deixar um verdadeiro legado para as futuras gerações.
Não sou cientista político, não trabalho com pesquisas eleitorais, tampouco falo como especialista acadêmico. Sou apenas um mero cidadão brasileiro que gosta de ler, refletir, escrever e observar atentamente a realidade do país. E justamente por enxergar o que acontece ao nosso redor, sinto que algo precisa ser feito.
A transformação nacional não depende apenas das instituições, mas também da consciência coletiva de um povo que decide não aceitar passivamente práticas que enfraquecem a democracia e comprometem o futuro.
O Brasil precisa despertar para uma nova postura política, onde o voto seja instrumento de mudança verdadeira, e não simples repetição de velhos modelos que tantas vezes frustraram a população.
O Brasil precisa de cidadãos vigilantes, conscientes e comprometidos. Precisa de renovação com responsabilidade.
Precisa de líderes que honrem a confiança popular.
Que este novo ciclo eleitoral seja marcado não apenas por campanhas, mas por um despertar coletivo de responsabilidade nacional.
Porque o legado que construiremos hoje será a herança política, moral e social das gerações que virão. Somente com participação consciente, equilíbrio e compromisso com o bem comum poderemos construir um Brasil mais forte, ético e verdadeiramente democrático.
Por Rinaldo Remígio,
Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia. (Foto: Reprodução).






