Coluna Literária do Domingo

Sou o gibão do vaqueiro, sou cuscuz, sou rapadura
Sou vida difícil e dura. Sou nordeste brasileiro

Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover
Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser grã-fino
Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser

Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado
Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada
Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer
Mesmo nesse padecer, sou feliz desde menino
Quanto mais sou nordestino, mais orgulho tenho de ser

Da terra de cultura viva, Chico Anysio, Gonzagão,
de Renato Aragão, Ariano e Patativa.
Gente boa, criativa. Isso só me dá prazer, por isso, eu tenho orgulho em dizer
Meu obrigado ao destino, quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser

Bráulio Bessa

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