Terremotos danificaram ou destruíram quase 59 mil edifícios na Venezuela, diz Nasa

This aerial view shows destroyed buildings in Caraballeda, La Guaira state, Venezuela, on June 28, 2026, following earthquakes. Thousands of rescuers, relatives and volunteers dig day and night through mounds of concrete to find survivors of the earthquakes that struck Venezuela more than three days ago, leaving nearly 1,500 dead and tens of thousands missing. (Photo by Miguel MEDINA / POOL / AFP)

Mais de 58.000 edifícios provavelmente foram danificados ou destruídos pelos terremotos que abalaram o norte da Venezuela, segundo uma avaliação preliminar de dados de satélite publicada pela Nasa (agência espacial dos Estados Unidos).

Pelo menos 1.700 pessoas morreram e dezenas de milhares continuam desaparecidas após dois potentes tremores consecutivos, de 7,2 e 7,5 graus de magnitude, registrados na semana passada, os mais fortes no país sul-americano em mais de um século.

“É provável que aproximadamente 58.870 edifícios tenham sido danificados ou destruídos em toda a região afetada”, afirmam na avaliação os pesquisadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual de Oregon.

Os cientistas analisaram imagens de radar de alta resolução do satélite Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA), registradas em 25 de junho, um dia após os terremotos.

“Esta é uma avaliação preliminar e rápida. Reflete uma mudança abrupta na superfície, consistente com danos”, escreveram os pesquisadores. O número deve ser interpretado apenas como um indicador e não foi verificado em campo.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou na segunda-feira que 855 infraestruturas apresentaram danos, das quais 189 sofreram “desabamento total”.

A Nasa afirmou que seus satélites estavam “prestando apoio fundamental, captando imagens e dados para ajudar as equipes em campo a avaliar os impactos e orientar os esforços de resposta”.

Marines dos Estados Unidos colocaram novamente em operação, na segunda-feira (29), o porto de La Guaira, a área mais devastada pelos dois terremotos, para acelerar a chegada de ajuda à medida que a Venezuela se despede de seus mortos.

Edifícios transformados em montanhas de escombros são alvos de operações das equipes de resgate e voluntários na esperança de encontrar sobreviventes, uma possibilidade remota cinco dias após a tragédia. ( Miguel Medina/Pool/AFP).

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