Após um ano em regime de intervenção, a Faculdade de Petrolina (Facape) vem conseguindo atravessar uma das maiores crises econômicas de sua história. A instituição, que oficializou um “pedido de socorro” à prefeitura em maio de 2022, não só conseguiu manter-se atuante, como também, apresentou avanços significativos devido ao aporte financeiro concedido pela gestão municipal durante o período de intervenção.
Dados do balanço feito pela equipe de intervenção apontam diversos avanços a exemplo da implantação do curso de Medicina e quitação de salários atrasados. Contudo, os números também mostram que a situação financeira da faculdade ainda é delicada, uma vez que, 100% de sua receita não paga sequer, a folha de servidores.
Para a diretora-presidente da Facape, Larissa Fernandes Soeiro, os números apenas demonstram como o aporte financeiro concedido pela Prefeitura de Petrolina foi determinante para a manutenção da autarquia municipal.
“Desde quando o prefeito Simão Durando atendeu ao pedido de socorro da Facape, a equipe interventora tem trabalhado, intensamente, para restaurar a autonomia da instituição. Porém, após os levantamentos, não temos dúvidas que sem o aporte da prefeitura, provavelmente, a Facape já estaria de portas fechadas, até porque, sua receita total ainda é insuficiente para pagar a folha de servidores, então como uma instituição assim conseguiria se manter?”, avalia.
Aporte:
Um ano após a intervenção, a prefeitura já repassou mais de R$ 8 milhões para garantir o funcionamento e também investimentos da autarquia municipal. Ao analisar as receitas de 2022 da faculdade, a equipe verificou um declínio de receita de R$ 1.131.871,73 em relação ao previsto. O valor da queda poderia ser ainda maior, caso a instituição não tivesse conseguido implementar o curso de Medicina.
Para seguir avançando, a equipe trabalha atualmente em ações estratégicas como credenciamento de instituições financeiras para crédito universitário e implantação do 1º hospital de simulação realística do Vale do São Francisco. A equipe interventora, liderada por Larissa Soeiro, assumiu a gestão da Facape há cerca de um ano, através do Decreto Municipal nº 054-2022 atendendo ofício da própria instituição, diante da situação de indisponibilidade financeira da Facape.






