Seis vacinas para crianças a partir de um ano estão registrando queda na cobertura este ano em Pernambuco. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES-PE), os imunizantes de DTP (tríplice bacteriana), Hepatite A, Poliomielite (1º reforço), Pneumocócica, Meningocócica C e a primeira dose da Tríplice Viral apresentam uma menor adesão em relação ao mesmo período do ano passado.
A cobertura da DTP, por exemplo, caiu de 86,1% entre janeiro e maio de 2025 para 76% no mesmo recorte deste ano. Para Hepatite A, a queda foi de 85,5% para 75,8%, enquanto para o primeiro reforço da Poliomielite foi de 83,9% para 75,5%.
A vacina DTP protege contra difteria, tétano e coqueluche, enquanto o reforço da pólio imuniza contra o vírus da paralisia infantil. Para ambos os imunizantes, o Ministério da Saúde estabelece uma meta de cobertura ideal de 95%.
Já a vacinação pneumocócica caiu de 88,7% para 84,7%, e a meningocócica C teve redução de 90,3% para 86,5%. Ambas as vacinas combatem infecções graves como meningite bacteriana, pneumonia e otite.
Por fim, a imunização da Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) baixou de 90,9% para 89%. A proteção entra em pauta especialmente porque o Brasil voltou a registrar casos de sarampo neste ano. Até o final de julho de 2026, foram 17 contabilizações.
Além disso, a cobertura de vacinação do HPV (papilomavírus humano) diminuiu de 79,92% para 68,63% entre as meninas de 9 a 14 anos, e de 66,74% para 59,85% entre os meninos da mesma faixa etária. A vacinação é uma das principais medidas de prevenção de cânceres, como os do colo do útero e de pênis. Ela precisa ser aplicada antes do início da vida sexual.
Na contramão da queda geral, dois imunizantes do painel apresentaram crescimento em 2026: a segunda dose da Tríplice Viral, que subiu de 72,5% para 73,3%, e a vacina contra a Varicela (também conhecida como catapora), que passou de 63,7% no ano passado para 81,4% neste ano.






