Professor da Univasf descobre nova espécie de cacto na caatinga baiana 

No alto de uma rocha, Quiabentia pelodaserra, a terceira espécie de cacto do gênero Quiabentia foi encontrada após mais de um século desde o último registro de uma planta desse gênero. Nativo da Caatinga, esse cacto descoberto agora possui caules finos, pequenas folhas, flores brancas e longas e seiva com odor acre. Quiabentiapelodaserra foi descoberta pelo botânico José Alves Siqueira, professor do Colegiado de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em um afloramento de calcário da Formação Bambuí, uma área de caatinga na divisa entre os municípios de Jussara, Central e Itaguaçu, no centro-norte do estado da Bahia.

Nas trilhas de difícil acesso, o olhar do professor foi atraído pelas flores brancas da Q. pelodaserra, que se abrem ao anoitecer, ficam pendentes após a antese – período em que a flor se abre e atinge a maturidade reprodutiva, e possuem uma grande câmara de néctar. Especialista em cactos e bromélias, Siqueira nunca tinha se deparado com aquela espécie na literatura nem em suas andanças pelo sertão e percebeu que havia encontrado algo especial. A singularidade da planta foi atestada pelos pesquisadores Daniela Zappi e Nigel Taylor, botânicos com reconhecimento internacional por estudos sobre a família Cactaceae, os cactos. (Foto: J.A. Siqueira)

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