Polícia Civil de Pernambuco realiza paralisação de 24 horas nesta quarta (4)

A Polícia Civil de Pernambuco realiza, nesta quarta-feira (4), uma paralisação de 24 horas, conforme deliberação aprovada em assembleia pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), em conjunto com a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE). A mobilização integra a agenda de reivindicações da categoria por valorização profissional e cumprimento de direitos já reconhecidos pela Justiça.

A decisão ocorre após uma passeata realizada no Recife, que reuniu policiais civis ativos, aposentados e recém-ingressos na carreira. O ato teve início na sede do SINPOL-PE e percorreu importantes vias do centro da capital, com encerramento em frente ao Palácio do Governo, onde foi realizada a assembleia-geral da categoria.

Entre as principais pautas estão o cumprimento da ação da carga horária, melhorias salariais, investimentos estruturais e melhores condições de trabalho nas delegacias. De acordo com o sindicato, Pernambuco segue entre os estados com os piores salários da Polícia Civil do país, além de enfrentar problemas estruturais recorrentes nas unidades policiais.

Além da paralisação desta quarta-feira, a categoria também aprovou uma nova passeata para o dia 11 de fevereiro, às 15h, com saída da sede do SINPOL-PE, com possibilidade de decretação de greve por tempo indeterminado, caso não haja avanços nas negociações. A abertura de uma agenda conjunta com a governadora, prevista a partir do dia 5 de fevereiro, também foi incluída nas deliberações.

Além do reajuste salarial e do cumprimento da carga horária reconhecida judicialmente, o SINPOL-PE também cobra da gestão estadual a criação da Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco.

“Sem valorização profissional, sem condições de trabalho e sem diálogo, não existe política de segurança pública eficaz. Por isso, convocamos a categoria à mobilização e esclarecemos à sociedade: o que está em pauta é o respeito aos policiais civis e o dever de Raquel Lyra governar com diálogo”, diz o sindicato.

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