Quase seis meses após o acidente que provocou a morte de uma professora, arremesssada de um brinquedo, a Polícia Civil anunciou as primeiras punições no Caso do Mirabilandia, em Olinda.
Nesta terça (19), a corporação informou que encerrou o inquérito e indiciciou quatro pessoas por causa da morte de Dávine Cordeiro Muniz, de 34 anos.
Ela foi arremessada do brinquedo em setembro de 2023 e morreu em 1º de fevereiro deste ano, no hospital onde instava internada, no Recife.
Em entrevista coletiva concedida na sede da polícia, no Recife, foi justificado o indicamento por homicídio culposo, por negligência.
A Polícia Civil atestou que Dávine morreu por causa de um acidente que em decorrência de “uma sequência de negligências”.
O inquérito teve como peça-chave uma consultoria que o Instituto de Criminalística fez com o Instituto Nacional de Tecnologia e Revestimentos e matérias da UFPE.
Foram, ao todo, 77 laudas da perícia. O inquérito ainda não foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
A perícia apontou que os elos das cadeiras do brinquedo estavam corroídas pela maresia.
Todos os elos de todas as cadeiras estavam danificados.
Além disso, um dia antes o parque fez uma vistoria, mas não realizou a manutenção.
O brinquedo foi construído em 1998 e ficava a 1,5 quilômetro do mar.
A polícia disse que os elos que se soltaram não eram próximos a cadeira, e sim a hastes. Foi justamente onde houve a ruptura, causando a queda.
Todas as quatro correntes se romperam, de acordo com os documentos presentados pela polícia.
A perícia feita cinco dias após o acidente, solicitou os relatórios de manutenção do parque.
Porém, esses documentos não foram entregues, segundo a polícia.
Também na entrevista, a polícia disse que o parque apresentou uma nota, de 2020, contendo a compra de 360 metros de correntes novas para manutenção.






