Pernambuco: Polícia Federal encerra atividades de empresas clandestinas de segurança no São João

    A Polícia Federal em Pernambuco realizou diversas fiscalizações, no mês de junho, com o intuito de verificar a execução de atividade típica de segurança privada por empresas sem autorização do órgão. As ações tiveram um foco nas festas juninas que aconteceram em diversas cidades do Estado, como: Caruaru, Pesqueira, Petrolina, Vitória de Santo Antão, Agrestina, Surubim, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, entre outras. Ao todo, foram realizados três procedimentos de encerramento de atividades de segurança privada não autorizadas em Vitória de Santo Antão, Surubim e Agrestina.

    Desde 2017, a Polícia Federal vem realizando operações de âmbito nacional de empresas clandestinas de segurança que atuam à margem da lei. Sem a necessária autorização e fiscalização da Polícia Federal existe uma concorrência desleal com as empresas regulares, porque elas não recolhem tributos e não contratam vigilantes devidamente registrados, capacitados e treinados para a função e sem o curso de formação de vigilantes e sem o preparo para atuar na segurança das festividades, tais pessoas podem elevar o potencial de risco e violência para o público podendo, inclusive, ter antecedentes criminais.

    A contratação desses serviços de segurança privada coloca em risco a integridade física de pessoas e o patrimônio dos contratantes, já que tais serviços clandestinos não se submetem ao controle da Polícia Federal quanto aos seus antecedentes criminais, formação, aptidão física e psicológica. Uma das formas mais comuns de vigilância clandestina são as famosas rondas de bairro por motociclistas ou a turma do apito. A ronda em vias públicas é uma atividade exclusiva da Polícia Militar, e muitas vezes tais pessoas passam a intimidar os moradores que via de regra não estão executando nada além de um golpe no contratante.

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