O assunto foi à mesa no Palácio das Princesas durante o encontro entre o governador Paulo Câmara e o presidenciável Ciro Gomes na última terça-feira.
No PSB, os cinco governadores teriam uma decisão de tomar posição conjunta sobre a corrida presidencial. Além do chefe do Executivo estadual pernambucano, entram nessa conta: Ricardo Coutinho (PT), Rodrigo Rollemberg (DF), Daniel Pereira (RO), Márcio França (SP). Ontem,o governador pernambucano embarcou para Brasília antes do jogo do Brasil, como a coluna cantou a pedra, para a reunião com os correligionários, na sede do PSB. Na pauta do encontro: a conjuntura nacional.
Paulo Câmara defendeu que o PSB só defina o caminho que tomará na corrida pelo Planalto – aliança com PDT, com PT ou liberar os Estados – no final de julho. A ala pernambucana avalia que não há porque antecipar esse debate. Há casos, como por exemplo, o de São Paulo, onde Márcio França já hipotecou apoio ao presidenciável Geraldo Alckmin, do PSDB. No entanto, não está descartado que os planos no PSDB sejam alterados e Márcio também mantém diálogo com Ciro Gomes, de quem é amigo. Para ele, esperar também seria o caminho mais adequado. Além de a posição de Pernambuco ser essa de ganhar tempo, o PSB pernambucano é majoritário, o que leva essa tendência a prevalecer.
Julho também foi prazo estabelecido pelo PT para suas convenções nos estados. Em Pernambuco, o PSB aposta numa aliança com petistas. Mas pedetistas definem as conversas com socialistas como “avançadas”. Ciro Gomes já esteve com todos os governadores do PSB. (Folha).






