Em vídeo publicado em suas redes sociais, Lucinha Mota protestou contra a transferência do júri, que estava previsto para ser realizado em Petrolina (PE), onde o crime aconteceu em dezembro de 2025.
No pronunciamento, Lucinha afirmou que não aceitará a mudança do local e classificou o ato como uma estratégia para tentar atrasar o andamento do processo.
“Eu não vou admitir, de forma alguma, que esse processo seja retirado daqui de Petrolina. Petrolina, Juazeiro, Vale do São Francisco merece essa resposta. Ele deve isso a gente. Essa resposta tem que ser dada aqui. Não há argumento nem fundamentação que justifique essa transferência para Recife”, falou.
Para a mãe da menina, a condenação de Marcelo da Silva é tida como certa independente do local que o júri popular venha a acontecer.
“Independente onde aconteça o júri do caso de Beatriz, Marcelo da Silva vai ser condenado porque ele é um estuprador e um assassino de criança. Isso a gente não tem dúvida. O processo tem as provas necessárias e suficientes para a condenação dele”, exclamou.
Lucinha classificou o pedido da defesa como uma “protelação’ e disse que continuará na busca pela justiça.
“Eu vou lutar até o fim. Eu vou continuar lutando para que Beatriz tenha justiça e que a verdade seja esclarecida para todas as pessoas. Essa tentativa de parar mais uma vez o júri de Beatriz é apenas uma protelação.
Lucinha Mota ainda afirmou estar disposta a acampar no dia do júri, caso o pedido de transferência de local for para frente.
“Se a caminhada não foi suficiente para mostrar ao Estado quanto eu sou capaz de lutar por minha filha, pode ter certeza que eu vou acampar e só vou sair da frente da comarca no dia do júri, depois da sentença, porque ele vai ser sentenciado. Ele vai ser condenado, porque ele é um covarde e cruel”, completou.






