“Estamos aqui hoje para nos despedir de um homem cuja vida foi marcada pela força, pelo trabalho e por um amor imensurável à família.
Geildo Oliveira da Silva, nascido em São Bento do Una, Pernambuco, em 05 de fevereiro de 1959, e completaria 67 anos depois de amanhã.
Geildo trouxe consigo desde o berço a energia de quem veio para desbravar o mundo.
Filho de Dona Izaura e Seu Severino, teve 11 irmãos (Marli, Geneci, Genilda, Marleide, Mailde, Genivaldo, Genisvando, Geilson, Vanessa, Valéria e Eulina).
Na infância e mocidade em São Bento, sua personalidade ativa e imperativa — aquela vivacidade de quem não parava um segundo — rendeu-lhe o apelido que o acompanharia por toda a vida: Pitbull.
No entanto, por trás dessa presença marcante e vigorosa, batia o coração de um ser humano imensamente generoso, alegre e um amigo para todas as horas.
A vida levou GEILDO para Sobradinho, na Bahia, onde ao lado da família prosperou no ramo do abate de frangos e construiu sua primeira história de amor com Vera Lúcia.
Foram mais de 30 anos de união, que floresceram nos filhos Verusca, Vanessa e Júnior.
Mais tarde, estabeleceu-se em Petrolina, dedicando-se à construção civil.
Geildo não apenas trabalhou, ele deixou sua marca no desenvolvimento do Vale do São Francisco, participando de obras públicas que hoje servem a milhares de pessoas.
Em sua segunda jornada matrimonial, com Ivoneide, Geildo foi agraciado com a chegada da filha Aurora.
Seu amor se multiplicou e transbordou para os seus sete netos — Ana Roberta, Vinícius, Taís, Ana Rebeca, Ana Vitória, Caleb, Valentina e Laura — e para a pequena bisneta Marina. Para eles, Geildo não era apenas o ‘Pitbull’ destemido, mas o porto seguro de carinho.
A partida de Geildo é fruto de uma fatalidade, mas a forma como ele enfrentou seus últimos meses foi o seu maior testemunho.
Ultimamente, Geildo residia em Santa Cruz, onde desfrutava de sua caminhada. Foi próximo dali, a 6Km, em uma curva, vindo do trabalho, que o destino lhe impôs seu maior desafio.
Após um acidente de carro, Geildo lutou pela vida com uma bravura admirável por mais de quatro meses, em um leito de UTI em Recife.
Ele resistiu, foi forte, honrou seu apelido e lutou pela vida com todas as suas forças.
Mas, acima de sua força física, prevaleceu sua força espiritual: no silêncio daquele leito de hospital, ele confessou e aceitou a Jesus Cristo.
Por isso, embora a dor da saudade seja imensa, essa é a nossa maior paz.
Temos a convicção de que ele alcançou a vida eterna, amparados na promessa das escrituras bíblicas de Romanos 10:9: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” e Efésios 2:8-9: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”
Geildo viveu intensamente seus 66 anos, 11 meses e 26 dias.
Sua família e seus amigos, e especialmente sua filha Verusca, sua neta Ana Roberta e sua esposa Ivoneide, lutaram intensamente e prometeram a Geildo trazê-lo de volta e com vida à Petrolina, mas Deus traçou planos diferentes.
Geildo encerra hoje seu ciclo terreno, mas seu legado de amor ao próximo e trabalho árduo permanecerão vivos em cada um de nós.
Como bem disse o Apóstolo Paulo em 2 Timóteo 4:7, e como Geildo demonstrou em cada curva de sua estrada:
‘Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.’
Siga em luz e vá em paz, vovô Geildo. Descanse nos braços do Pai.”






