De acordo com o Ministério da Saúde, a Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema causadas por “situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade”. A causa da doença, cada dia mais frequente nos debates sobre saúde mental, é o estresse e a pressão originados no ambiente de trabalho.
Um estudo da International Stress Management Association (Isma), revelou que, atualmente, o Brasil ocupa o segundo lugar em número de casos diagnosticados de Burnout, doença ocupacional reconhecida e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022. O País está atrás apenas do Japão, onde 70% da população é afetada pela doença.
Com o avanço das tecnologias e em um cenário pós-pandemia é notável o aumento de colaboradores ansiosos, depressivos e o avanço do número de casos de burnout. Além disso, a ausência de linearidade nas relações, o que classifica, em muitos casos, o ambiente nas empresas como desumano.
“É muito comum que as pessoas que estejam desenvolvendo a síndrome de burnout apresentem uma fadiga crônica. São pessoas que sempre estão muito cansadas, que mesmo dormindo elas não conseguem recuperar a energia. E sentem muitas dores, como dor de cabeça e dor de estômago. Além disso, elas têm a tendência de se deprimirem ou de terem muita ansiedade. São pessoas que começam a se sentir como se elas fossem insuficientes, como se elas fossem incompetentes porque elas entendem que elas não dão conta mais do trabalho como elas davam antes”, explica a psicóloga organizacional, Veruska Galvão.
Segundo Veruska, para que o adoecimento não aconteça, primeiro é necessário entender que não somos máquinas e que precisamos de descanso durante a busca desenfreada por resultados. “As pessoas geralmente não fazem pausas no trabalho, não descansam e não se alimentam adequadamente, tomam remédios para dormir e para acordar e seguem nessa rotina como um estilo de vida”, aponta. (Diário PE)






