Ao voltar ao Senado, Aécio admite “erro”, mas nega ter cometido crime

    Depois de 48 dias longe do Congresso, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) reassumiu nesta terça-feira (4) a atividade parlamentar e fez um discurso negando as acusações contra ele na delação do grupo JBS.

    “Não cometi crime algum. Não aceitei recursos de origem ilícita. Não prometi ou ofereci vantagem ilícita a ninguém”, disse.

    Aécio negou ainda ter atuado para obstruir a Justiça e se disse vítima de uma “armadilha” do empresário Joesley Batista, que o gravou em março pedindo R$ 2 milhões.

    Em seu discurso, o senador disse ainda ter errado “por me deixar nessa trema ardilosa”, disse, sem detalhar qual seu erro.

    O tucano desferiu ataques a Joesley, a quem acusou de “falta de caráter”, mas evitou dirigir críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelas acusações contra ele.

    “Errei também e por isso me desculpei vocabulário que não me é comum”, acrescentou.

    Ao subir na tribuna, Aécio também elogiou a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que autorizou seu retorno ao Senado.

    O plenário do Senado estava praticamente vazio quando Aécio ingressou. Havia uma pequena quantidade de senadores, em torno de dez, a maioria do PSDB.

    O tucano teve seu pronunciamento impedido inicialmente por uma campainha que disparou por cerca de 3 minutos, atrasando a fala de Aécio.

    A fala foi encerrada com um tímido aplauso de aliados e, em acordo com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), não foram autorizadas falas no meio do discurso de Aécio, evitando ataques da oposição. (FolhaPress).

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