Reforma da Previdência pode ser alterada pelo Congresso, diz Temer, que não detalha quais serão os ajustes

    O presidente Michel Temer afirmou, em evento em São Paulo nesta terça-feira (4), que o Planalto já admite que a reforma da Previdência sofra alterações no Congresso para que seja aprovada com celeridade.

    Segundo Temer, “o importante, simbolicamente, é aprovar uma reforma da Previdência”. “Se é preciso fazer uma ou outra negociação, nós temos que realizar para aprova-la”, afirmou, em um evento direcionado a investidores em São Paulo.

    Ele não detalhou quais seriam os ajustes que a reforma receberia.

    “Nós mandamos uma reforma que nós entendemos que deva durar 30 anos, 25 anos. Agora, evidentemente o senhor dessa reforma é o Congresso Nacional, que está conversando conosco. O relator e os membros das comissões conversam comigo permanentemente e nós vamos fazendo adequações”, disse.

    “Não queremos ditatorialmente impor essa ou aquela regra. Queremos sim ter a compreensão da absoluta necessidade dessa reforma. Para desfazer muitas inverdades que são divulgadas em relação ao tema.”

    Depois, a jornalistas, ele disse que espera que a votação da reforma seja feita até o meio do ano e que eventuais adequações estejam “em comum acordo com o governo”.

    Em discurso de meia hora, o presidente voltou a defender medidas aprovadas em sua gestão, como o teto para gastos públicos, e outras propostas que ainda tenta aprovar, como a reforma trabalhista.

    Inflação

    Temer afirmou que a expectativa é que, no fim do ano, a inflação esteja abaixo do centro da meta, de 4,5%, e pediu aos investidores que divulguem que “a confiança está sendo restabelecida no país”.

    O ministro Henrique Meirelles, também presente no evento, disse que a inflação ficaria em 4,10% ou 4,12% neste ano.

    “A inflação claramente deve ser abaixo da meta, mas ainda é cedo para dizer alguma coisa”, afirmou.

    “O Banco Central é que está fazendo previsões mais acuradas e certamente, no próximo relatório de inflação, aí sim o BC terá uma previsão bastante precisa”, disse.

    Questionado se ele acreditava ser possível a previsão do presidente se concretizar ele disse apenas “Vamos esperar”. (FolhaPress).

     

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