Desde maio, os trabalhadores do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) aguardam um parecer do procurador-geral de Justiça, Carlos Augusto Guerra, sobre o reajuste salarial referente ao ano de 2016.
O reajuste é garantido por lei, de acordo com a resolução nº 53 do Conselho Nacional do Ministério Público, que determina a reposição da inflação anual.
“No ano passado, nós tivemos um reajuste de apenas 8%, quando a inflação foi de quase 11%, ou seja, ficou negativo para os trabalhadores”, explicou Fernando Ribamar, presidente Sindicato dos Servidores Públicos de Pernambuco (Sindsemppe).
Ele explicou que, na época, o procurador-geral afirmou não ter condições de se posicionar sobre o assunto.
“Entregamos o ofício e recebemos a resposta de que estavam esperando uma melhora nas contas do Estado para que houvesse uma disponibilidade orçamentaria para o reajuste”, continuou Fernando.
Entretanto, segundo o Sindsemppe, o reajuste salarial não iria inviabilizar financeiramente o MPPE, já que apenas 20% da folha são recursos destinados aos servidores.
“Seria um acréscimo de apenas 2% na folha. Ressaltamos que não se trata de aumento salarial. Existe uma determinação constitucional que garante o reajuste, que é a reposição inflacionária para que seja mantido o poder de compra”, explica. O sindicato deliberará em assembleia o posicionamento que irá tomar para tentar conseguir resposta concreta, assim como um acordo sobre a pauta. (FolhaPE).






