O deputado estadual Miguel Coelho, (PSB) autor da audiência pública que tratou sobre o consumo de carne clandestina em Petrolina e sobre o fechamento do matadouro público, considerou positivo o encontro realizado nesta sexta-feira (6), na Câmara Municipal de Vereadores.
“Positiva, a participação popular, dos comerciantes, marchantes, feirantes, que aqui estiveram e o estado não será conivente com nenhum tipo de clandestinidade na cidade e se ocorre o abate clandestino, a responsabilidade de tudo isso com acontece é da prefeitura porque existe uma lei municipal que existe de inspeção e a gestão deve ser punida pela sua negligência”. ressalta.
Ente os encaminhamentos, resultado da audiência, estão a construção de um novo matadouro, mas como o projeto pode demorar até que o órgão seja instalado, foi solicitado a Adagro um projeto de reforma sobre o atual matadouro, que se encontra fechado. “Se não houver a abertura do atual matadouro quem vai pagar é a população que vai comer carne clandestina”, disse Miguel.
Sobre a ausência do executivo na audiência pública, o deputado dispara: “Muito triste essa postura, até porque esse não é um debate político, todos foram convidados, nenhum vereador da situação esteve presente parece até que eles não governam Petrolina e não sentem o problema que é a ausência de um matadouro nessa cidade. Será que eles não percebem a clandestinidade das carnes? Eles só se prestam a fechar o Ceape, o matadouro e não funcionam para combater o que é errado, falta de compromisso e irresponsabilidade, uma pena”, disparou.
A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), representada pela Gerente Geral do Estado de Pernambuco, Erivânia Camelo, garantiu que a fiscalização, principalmente nas feiras será garantida para que o consumo do produto não prejudique na alimentação dos petrolinenses.
“Vou fazer um laudo e apresentar quais os custos da questão do matadouro, mandar uma equipe para realizar fiscalizações em Petrolina para combater a clandestinidade, analisar as feiras, os supermercados da cidade e a preocupação maior são com as feiras. Chega ao ponto que temos que protelar esse trabalho e quem fechou o matadouro foi a prefeitura essa é uma situação muito difícil e a Adagro só para esclarecer, não entrou com nenhum pedido de interdição”, explica a gerente.
Encaminhamentos da audiência:
- Solicitação para que a Adagro realize uma reforma no atual matadouro de Petrolina;
- Novo projeto para a construção de um novo matadouro que já está pronto;
- Fiscalização constante contra o abate de carne clandestina;






