O HIV consegue desaparecer da corrente sanguínea sem sumir completamente do organismo. Mesmo quando a terapia antirretroviral mantém a carga viral controlada, pequenas populações de células podem carregar cópias do HIV em estado latente, sendo um dos principais obstáculos para estratégias capazes de manter o vírus sob controle sem tratamento contínuo.
Pesquisa – Uma análise do ensaio clínico RIO, publicada no dia 15 de setembro na revista científica Nature Medicine, trouxe novas pistas sobre o que acontece com esse reservatório quando pessoas vivendo com HIV recebem anticorpos amplamente neutralizantes durante uma interrupção cuidadosamente monitorada da terapia.
O estudo avaliou dois anticorpos de ação prolongada, chamados 3BNC117-LS e 10-1074-LS, moléculas pertencentes ao grupo dos anticorpos amplamente neutralizantes, capazes de reconhecer regiões do HIV compartilhadas por diferentes variantes do vírus.
O ensaio envolveu 68 homens adultos que haviam iniciado a terapia antirretroviral durante a infecção primária ou em uma fase inicial. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente entre dois grupos. Um deles recebeu os dois anticorpos, enquanto o outro recebeu placebo.
A interrupção da terapia ocorreu dentro de um protocolo clínico controlado, com critérios definidos para o retorno do tratamento quando necessário. Importante ressaltar que interromper a terapia antirretroviral por conta própria não é uma estratégia segura e não faz parte das conclusões práticas do estudo.






