O Colégio GGE teve 19 alunos aprovados na prova escrita do Concurso da Academia da Força Aérea (AFA) 2026, mais que o dobro do resultado registrado no ano anterior, quando nove estudantes foram classificados. Eles seguem agora para as próximas etapas do processo seletivo. Segundo a coordenação do colégio, o resultado coloca a instituição em primeiro lugar entre as escolas de Pernambuco que preparam candidatos para carreiras militares.
Conhecida como Ninho das Águias, a AFA fica em Pirassununga, no interior de São Paulo, e forma oficiais de carreira da Aeronáutica. Nesta edição do concurso, são oferecidas 55 vagas, distribuídas entre os cursos de Infantaria, Aviação e Intendência. Após a prova escrita, os candidatos classificados passam por inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de condicionamento físico e validação documental, até a definição dos aprovados para ocupar as vagas.
Para Vailson Santos, coordenador da Turma Especial ITA/IME do GGE, o desempenho deste ano está relacionado a uma mudança na estrutura da preparação. Em 2026, os alunos foram divididos em dois grupos: um formado por candidatos que prestam o concurso pela primeira vez e outro por veteranos, que já haviam tentado a aprovação em anos anteriores. “Essa nova metodologia, alinhada a um acompanhamento mais próximo de cada aluno, ajudou a elevar esse número”, diz.
Cerca de 65 alunos do colégio prestaram a prova neste ano. Com 19 aprovados, a instituição alcançou uma taxa de classificação de quase 30% na primeira etapa. Entre eles, estão estudantes do segundo e do terceiro ano do ensino médio.
Preparação que vai além da AFA
O resultado também mostra como a preparação oferecida pelo colégio pode beneficiar estudantes que têm outros objetivos acadêmicos. Heitor Montenegro Chalegre, de 17 anos, tem o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) como objetivo. O estudante gabaritou a prova de Física da AFA e alcançou a 47ª colocação nacional. “Pensei na alta concorrência e na oportunidade de me testar. Mesmo a prova tendo um estilo mais dinâmico, é sempre bom treinar coisas como velocidade e estratégia. O resultado me deixou feliz porque é um sinal de que minha velocidade, estratégia e atenção estão em dia”, explica.
Natural de Pombos, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, Heitor decidiu se mudar para o Recife para intensificar a preparação para o ITA. Até o ano passado, ele fazia diariamente o trajeto até a capital, rotina que, segundo o estudante, acabava afetando seu rendimento. “Isso me cansava bastante e prejudicava meu desempenho nas provas. Agora a rotina tem sido totalmente nova pra mim, porque viver em uma cidade grande exige muita responsabilidade, mas conviver com pessoas com objetivos parecidos me fez querer me esforçar mais”, revela.
A dedicação do estudante também chamou a atenção da coordenação do GGE. “Quando o aluno tem um objetivo bem definido, ele faz de tudo para chegar lá. Esse é o caso de Heitor: ele abdicou do dia a dia da família e do conforto de casa em busca do sonho dele. E a gente fica muito orgulhoso de acompanhar de perto isso”, avalia Vailson Santos.
Felipe Ribeiro, também aluno da Turma ITA/IME, ficou em primeiro lugar em Pernambuco e em 16º no ranking nacional da AFA. Apesar do desempenho, ele não pretende ingressar na Academia da Força Aérea e fez a prova como preparação para o vestibular do ITA. Segundo ele, vestibulares militares funcionam como um termômetro pra quem mira o ITA ou o IME, já que cobram matérias parecidas e têm um nível de dificuldade mais próximo desses vestibulares do que provas fora do meio militar. “Esse resultado me mostra que todo meu esforço estudando para o ITA está me dando retorno. Além disso, as pessoas que vão fazer a prova do ITA geralmente fazem a AFA, então mostra que consigo competir com os melhores alunos Brasil afora”, avalia.






