Com mais uma morte por intoxicação por metanol confirmada em Petrolina, no Sertão Pernambucano, o estado agora chega a nove casos de contaminação registrados em nove meses, com seis mortes contabilizadas. As investigações tiveram início em setembro de 2025, quando os primeiros casos começaram a repercutir nacionalmente. Relembre:
Em 13 de outubro de 2025, os três primeiros casos de intoxicação por metanol foram confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). As vítimas eram 3 homens, todos da cidade de Lajedo, no Agreste. Dois morreram e um teve sequelas irreversíveis na visão.
No sangue de um deles e na bebida ingerida foi encontrada concentração de metanol. Um homem suspeito de vender bebidas adulteradas foi preso à época.
Em 23 de outubro, outros dois casos foram confirmados: duas irmãs, de 25 e 28 anos, que consumiram uísque entre os dias 9 e 11 daquele mesmo mês. A irmã mais nova não resistiu, enquanto a mais velha conseguiu socorro especializado e se recuperou sem sequelas.
Em 18 de novembro, mais três casos foram confirmados pela SES, chegando a oito registros oficiais de intoxicação por metanol. Uma morte foi divulgada na ocasião.
Em 24 de novembro, a quinta morte por metanol foi confirmada. A vítima tinha 20 anos e era de São Bento do Una, no Agreste, mas estava internada em Salgueiro, no Sertão do estado.
Nesta segunda (22), a Secretaria de Saúde de Petrolina, no Sertão, confirmou um novo caso de intoxicação por metanol no município. A vítima, um homem de 32 anos, faleceu no dia 19 de maio, mas a causa da morte só foi identificada após a conclusão dos laudos da Polícia Científica.
A Secretaria de Saúde reforça o alerta à população sobre os riscos do consumo de bebidas de origem desconhecida ou possivelmente adulteradas. As autoridades seguem apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da intoxicação.






