Após mais de uma década de espera, a família de Lucas Lyra finalmente viu a justiça ser cumprida. José Carlos Feitosa Barreto, de 50 anos, condenado pela tentativa de homicídio do torcedor do Náutico em 2013, foi preso pela Polícia Civil de Pernambuco, encerrando um longo período de luta e sofrimento para os familiares.
Nas redes sociais, Joel Lyra, irmão mais novo de Lucas, comemorou a prisão e destacou o longo caminho até este momento. “Hoje recebemos a notícia de que o criminoso que atirou em Lucas foi preso. Foram 13 anos de luta para que a justiça dos homens fosse feita”, escreveu.
Joel, que estava presente no dia do crime e ajudou a socorrer o irmão, também ressaltou a importância do apoio recebido ao longo desses anos. “Agradecemos a todos que, de alguma forma, nos ajudaram nessa caminhada. Hoje encerramos um ciclo de luta e, finalmente, poderemos seguir em paz, com a certeza do dever cumprido”, afirmou.
Lucas Lyra foi atingido com um tiro na nuca no dia 16 de fevereiro de 2013, em frente à sede do Náutico, antes de um jogo contra o Central, pelo Campeonato Pernambucano.
Durante um confronto entre integrantes de torcidas organizadas do Náutico e do Sport (que retornavam de um jogo na Ilha do Retiro), José Carlos Feitosa, que fazia a segurança de um ônibus da empresa Pedrosa, foi o responsável pelo tiro que atingiu o torcedor alvirrubro.
Lucas, que na época tinha 19 anos, passou cerca de três anos internado e sofreu graves sequelas, incluindo perda de mobilidade do lado esquerdo, 90% da audição e limitações na visão periférica. A prisão de José Carlos marca o fim de um longo período de espera por justiça e o encerramento de um capítulo doloroso para a família Lyra.
Indenização
Em 2024, a Justiça condenou a empresa de ônibus Pedrosa e o Grande Recife a pagar indenização de R$ 2 milhões por danos materiais, morais e estéticos.
Segundo a decisão, o valor determinado da pensão tem como base as despesas da vítima com tratamento e necessidades por causa do seu estado de saúde, como adaptação de imóvel alugado, uso de lentes corretivas, alimentação adequada e custeios com internamento em hospital. (Paulo Paiva/Acervo DP).






