A Associação Petrolinense de Atletismo (APA) embarca na madrugada deste domingo (30) para São Paulo (SP), onde disputa o Campeonato Brasileiro de Atletismo Paralímpico entre 1º e 3 de dezembro, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Tricampeã consecutiva da competição, a equipe pernambucana chega à edição de 2025 sustentada por um ciclo de evolução técnica que a transformou em uma das principais forças do país.
Desde o primeiro título, em 2022, a APA tem apresentado um crescimento progressivo. Naquele ano, o clube conquistou 35 medalhas (16 ouros, 9 pratas e 10 bronzes), resultado que marcou o início de um projeto competitivo mais robusto. O bicampeonato em 2023 veio acompanhado de um salto para 44 medalhas (19 ouros, 10 pratas e 15 bronzes).
A consolidação do protagonismo ocorreu em 2024, quando a equipe registrou seu melhor desempenho: 57 medalhas – sendo 19 ouros, 29 pratas e 9 bronzes. Além do tricampeonato, no final do mesmo ano a equipe alcançou o reconhecimento nacional ao ser eleita Clube Destaque no Prêmio Paralímpicos.
Para o presidente da APA, Domingos Rodrigues, o sucesso recente trouxe maturidade, mas também aumentou o nível de exigência interna. “Fizemos um ciclo muito sólido. Contamos com atletas experientes, como Antônio Carlos, tricampeão dos 5.000m na classe T11, ao lado do guia Laércio, e com nomes que acumulam resultados expressivos, como Samira Brito, que já disputou duas Paralimpíadas e é medalhista em Jogos Parapan-Americanos. Temos também jovens em ascensão, como Allany, que conquistou recentemente dois ouros no Parapan-Americanos de Jovens. Além deles, muitos outros atletas vêm evoluindo de forma consistente e alcançando excelentes resultados nas competições que disputam. Mas, acima de nomes, carregamos um modelo de trabalho que nos trouxe até aqui“, pontuou.
Maior delegação
A APA levará a São Paulo sua maior delegação, desde que passou a disputar o Brasileiro. São 42 atletas, totalizando mais de 60 integrantes entre guias, comissão técnica e staff. Para o coordenador de projetos, Natanael Barros, o tamanho da delegação reflete a profundidade técnica construída ao longo dos últimos anos. “Isso mostra renovação, amplitude e capacidade de competir em diferentes classes funcionais. A expectativa é manter o nível que nos colocou no topo nos últimos três anos, mas sabemos que será uma disputa duríssima. O favoritismo existe, mas não garante nada“, ponderou.
O técnico Marciano Barros, que treina 14 atletas e 3 guias da equipe, destaca o amadurecimento coletivo do grupo: “Estamos levando atletas de várias classes, com grandes chances de medalhas e pontuar em provas decisivas. A mescla entre referências experientes e novos talentos amadureceu muito o elenco. É um time preparado para vencer, mas também consciente da pressão que acompanha o tricampeão“.
Com toda a evolução e consistência nos resultados ao longo da temporada, a APA Petrolina chega embalada pela melhor fase da sua história e com o desafio de transformar o favoritismo em mais um título, o que pode consolidar uma hegemonia inédita para um clube do Nordeste no paratletismo brasileiro.






