A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou a lista de patógenos com maior probabilidade de causar a próxima pandemia. O relatório, publicado na semana passada, incluiu mais de 30 vírus e bactérias como a gripe aviária H5N1, o vírus da dengue e o mpox.
O número é mais do que o dobro das listas anteriores, publicadas em 2017 e 2018, com cerca de uma dúzia de micróbios. A nova lista foi compilada por 200 cientistas de mais de 50 países, após analisarem uma lista de 1.600 bactérias e vírus.
Aqueles classificados como tendo “potencial pandêmico” eram altamente transmissíveis e virulentos – ou capazes de causar doenças graves em humanos. Também foram rotuladas como doenças perigosas aquelas que não contam com vacinas ou tratamentos disponíveis.
Especialistas do mundo todo, incluindo do Brasil, dizem que é apenas uma questão de tempo até a próxima pandemia. A urbanização e o desflorestamento impulsionaram o contato entre a vida selvagem e os humanos, enquanto o aumento das viagens internacionais gera novas oportunidades para uma doença encontrar o seu caminho para novas áreas do mundo.
Há também preocupações de que as alterações climáticas possam alimentar um surto, levando à propagação de doenças em novas áreas.
— O processo de priorização ajuda a identificar lacunas críticas de conhecimento que precisam ser abordadas com urgência — diz a médica Ana Maria Henao Restrepo, que lidera a equipa do Plano de P&D para Epidemias da OMS que preparou o relatório, à Nature.
Para muitas das doenças incluídas na lista, apenas casos esporádicos foram diagnosticados. Mas os pesquisadores alertaram que, se adquirissem mutações que os tornassem mais capazes de se espalhar entre as pessoas, poderiam desencadear um surto. (Agência O Globo)






