Universidades e institutos federais marcam greve a partir de segunda-feira; veja como fica em Pernambuco

    PE- RECIFE- 12/05/2019 - Local- Fomos ao hospital das clinicas produzir uma materia sobre gestantes com doencas reumatologicas , nesta Quarta-Feira (12) Foto: Leandro de Santana/ Esp.DP FOTO

    Professores de diversas universidades e institutos federais aprovaram greve reivindicando reajuste salarial e equiparação dos benefícios dos servidores públicos federais àqueles concedidos ao legislativo e judiciário, ainda em 2024. Em Pernambuco, os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realizarão uma assembleia no dia 17 deste mês para discutir se vão aderir à greve.

    O país tem 69 universidades federais e 38 institutos federais. Até agora, os servidores técnico-administrativos de pelo menos 30 institutos federais já estão em greve há um mês.

    São pelo menos:

    – 2 institutos federais e 1 universidade em greve;

    – 7 universidades em estado de greve (podem entrar em greve a qualquer momento);

    – 16 universidades e 2 institutos com greve marcada para 15/4;

    – 3 deflagrações/indicativos de greve após 15/4;

    – 5 indicativos/construções de greve aprovadas sem data de deflagração.

    As três instituições de ensino ligadas ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) que estão em greve são: o câmpus Rio Grande do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas) e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Confira a lista das demais universidades abaixo.

    Os professores de instituições federais pedem que o reajuste salarial seja de 22%, dividido em 3 parcelas iguais de 7,06% em maio de 2024, 2025 e 2026. Já os servidores-técnico administrativos pedem por um reajuste maior, de 34%, também dividido em três parcelas em 2024, 2025 e 2026.

    Segundo o sindicato da categoria, os porcentuais correspondem às perdas salariais desde o governo do ex-presidente Michel Temer, em 2016, até dezembro de 2023, acrescidas das projeções inflacionárias de 2024 e 2025.

    A proposta do governo é de que não haja reajuste salarial em 2024, mas tem como contraproposta o aumento de benefícios e auxílios pagos aos funcionários públicos, sendo o principal deles o auxílio-alimentação, com 52% de aumento, de R$ 658 para R$ 1.000.

    Os valores do auxílio-creche e do auxílio-saúde seriam reajustados, conforme proposta do governo, em 51% para todos os servidores públicos federais ativos.

    Veja a lista de universidades em que os professores estão ou podem entrar em greve:

    Em greve:

    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – campus Rio Grande;
    Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS);
    Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
    Em estado de greve:

    Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ);
    Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);
    Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ);
    Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);
    Universidade Federal do Pampa (Unipampa);
    Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA);
    Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

    Greve aprovada para 15/04:

    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
    Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG);
    Instituto Federal do Piauí (IFPI);
    Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB);
    Universidade Federal de Brasília (UnB);
    Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF);
    Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);
    Universidade Federal de Pelotas (UFPel);
    Universidade Federal de Viçosa (UFV);
    Universidade Federal do Cariri (UFCA);
    Universidade Federal do Ceará (UFC);
    Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);
    Universidade Federal do Maranhão (UFMA);
    Universidade Federal do Pará (UFPA);
    Universidade Federal do Paraná (UFPR);
    Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB);
    Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa);
    Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR);

    Com deflagração/indicativo de greve após 15/04:

    Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ);
    Universidade Federal de Uberlândia (UFU);
    Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

    Com indicativo/construção de greve aprovada sem data de deflagração:

    Universidade Federal do Piauí (UFPI);
    Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB);
    Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE);
    Universidade Federal da Paraíba (UFPB);
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). (Estadão Conteúdo)

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