Jornalista critica ataque a ‘figura de Cristo’ em peça teatral

    Em sua página no Facebook, a jornalista Vera Medeiros criticou a atitude do cantor Johnny Hooker em relação a peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” em Garanhuns; Confira o texto na íntegra:

    “Jesus é trans, é bicha?”
    “São Jorge era uma guerreira biba romana, que só matou o dragão, porque este não aceitou zoofilia?”
    “oxum é prostituta de beira de rio e dá pra qualquer um?”
    “o santo daime é o mijo de satanás?”
    “Madalena era rapariga de Jesus?”
    “ A jurema é vômito do cão?”
    “A hóstia sagrada é uma vagina que os padres põem na boca dos fiéis?”
    “os apóstolos eram doze pênis ao redor da santa ceia?”
    “É verdade que iansã se converteu ao cristianismo e fez delação premiada de seus pares entregando-os como picaretas frutos de ataques psicóticos?” …

    Achou agressivo o que está escrito acima? Que parte? Alguma em particular? Ou tudo lhe parece absurdamente desrespeitoso?

    Peço desculpas sinceras aos que se sentiram ofendidos por tudo o que está reproduzido acima. De fato, é extremamente agressivo.

    E espero que você não seja seletivo/a em sua indignação, porque isso caracteriza a hipocrisia que temos visto ocorrer neste país. As pessoas que mais arrotam tolerância e que pedem ‘mais amor’ são as que disseminam o ódio e o desrespeito.

    O caso de Daniela Mercury no palco do FIG, em Garanhuns foi apenas uma mostra repugnante do que essa ambiguidade própria dos hipócritas representa. Atacar a figura de Cristo em nome de valores que ela decidiu acatar não parece ser um ato mais coerente para quem ‘prega’ a aceitação do diferente e da liberdade de expressão.

    O tal Johnny Hooker (confesso que sua insignificância artística ainda não me permitiu conhecer sua obra), que chamou Jesus de “bicha” parece ter encontrado no discurso de ódio a Cristo o mesmo caminho de busca de ascensão.
    Fato é que o desrespeito ao sagrado do outro precisa ser algo intolerado sem seletividade. Já se tornou lugar-comum discutir sobre isso, mas não se vê resultado prático; sobretudo, por parte dos que se nomeiam baluartes da igualdade de direitos e da tolerância ao diferente.

    Não aceito calada que ofendam aquilo que é sagrado para minha vida. Não aceite também.

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