“Em 2000, Pernambuco tinha 1.075 agentes penitenciários. Hoje, são 1.489, ou seja, 20 presos por agente, quando o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) indica cinco presos por agente”, informa o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, João Carvalho. “Com isso, criou-se a figura do chaveiro. Presos têm o controle dos presídios.”
O sindicalista diz que, em geral, os produtos são arremessados por cima dos muros. “O chaveiro abre a grade para o preso ir buscar. Muitas guaritas estão desativadas, mas também faltam equipamentos de fiscalização. Só temos sete scanners e não há bloqueadores de celular”, afirma. Segundo Carvalho, muitos crimes são encomendados por facções para manter o poder dentro dos presídios, “onde circulam o dinheiro de tráfico e de prostituição”.
A Secretaria-Executiva de Ressocialização (Seres) informa que, em 2017, houve a demissão de um agente penitenciário por facilitação de entrada de armas. Em 2018, ainda não há processo, ou seja, a punição para esse tipo de crime é praticamente zero. (JC).






