49,3 % dos brasileiros não trocam de escova de dente regularmente, diz estudo

    Segundo o último levantamento da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019, apenas 50,7% dos brasileiros trocam o item após três meses de uso. Além de ser um ponto de acúmulo de bactérias, uma escova de dentes desgastada não é capaz de remover impurezas e pode provocar uma série de problemas bucais, como o desenvolvimento de placa bacteriana, retração gengival e, em casos mais graves, perda dos dentes.
    Como explica o professor do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, Rafael Parteli, quando as cerdas começam a ficar deformadas, perdem a eficiência na remoção de sujeira dos cantos entre os dentes. “O desgaste das cerdas prejudica o potencial de limpeza durante a escovação, dessa forma, deixando a cavidade bucal propensa para proliferação de bactérias causadoras de doenças”, alerta.
    Para conservar a qualidade das escovas, é necessário preservá-las em um ambiente que permita a secagem completa entre um uso e outro, pois a umidade constante contribui para a cultura de germes, fungos e bactérias que se multiplicam com o decorrer do tempo. Após a higienização bucal, é preciso lavá-las em água correte e guardá-las em pé. A recomendação da dentista é para que a substituição do item aconteça a cada três ou quatro meses, sempre que as cerdas estiverem com o aspecto gasto. (Diário Oficial de Recife)

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