Venho acompanhando de perto a situação de Petrolina em todos os sentidos em especial no meio político. Fico triste em ver gente querendo tirar proveito das chuvas que não é só em Petrolina, mas em várias regiões do país.
Enquanto a dor toma conta de Juiz de Fora, é impossível não refletir sobre o verdadeiro significado de tragédia, empatia e responsabilidade.
Juiz de Fora foi atingida pela maior tragédia ambiental de sua história. Famílias perderam casas, memórias, conquistas de uma vida inteira. E, no caso mais doloroso que nos corta a alma, um homem perdeu absolutamente tudo: seus bens, sua história construída com esforço e, de forma devastadora, sua esposa, seus dois filhos, sua nora e seu netinho de apenas 3 anos, soterrados pela tragédia. Uma dor que não se mede, não se compara, não se politiza.
Enquanto isso, aqui em Petrolina, enfrentamos transtornos, dificuldades que, embora mereçam atenção e solução, não chegam nem perto do sofrimento vivido por tantas famílias em Juiz de Fora e em outros municípios que passam por calamidades reais. Aqui, graças a Deus, ninguém perdeu ente querido. Ninguém teve sua família arrancada debaixo dos escombros.
E ainda assim, surgem aqueles que preferem transformar qualquer situação em palco para politicagem barata. Em vez de estender a mão, apontam dedos. Em vez de solidariedade, espalham oportunismo. São as “aves agourentas” que tentam lucrar politicamente em cima de momentos que deveriam servir para união, não divisão.
A dor do outro precisa ser respeitada. Tragédia não é instrumento de discurso. Sofrimento não é palanque.
Que a realidade de Juiz de Fora nos ensine algo maior: gratidão pelo que temos, empatia por quem perdeu tudo e maturidade para não brincar com situações sérias. Que Petrolina saiba enfrentar seus desafios com responsabilidade, sem comparações desonestas e sem transformar dificuldades em espetáculo.
Há momentos de crítica, sim. Mas há momentos que exigem silêncio, respeito e humanidade. E esse é um deles.
Hoje tive a SORTE de sofrer um acidente doméstico que muito me fez refletir, pois, graças a Deus foi só um grande susto e por pouco não aconteceu algo mais grave ou até mesmo um desastre.
A primeira coisa que fiz foi gritar e ao me levantar agradeci a nosso Pai celestial.
Que Deus acalente o coração de todos e nos livre do pior sempre.
Por Wenderson de Menezes Batista
Vereador de Petrolina






