Os trabalhadores da Construção Civil de Petrolina estão em campanha salarial e realizam uma assembleia nesta quinta-feira, (3), em Petrolina.
O encontro acontece em todo estado de Pernambuco e tem como pauta principal o reajuste salarial da categoria, baseado em suas reivindicações.
“Foram cinco rodadas e não chegamos a lugar nenhum, os patrões não aceitam nossas propostas e a situação que vivemos hoje, Pernambuco é quem mais sofre, e eles alegam crise, com isso continuamos na mão”, frisa o presidente do sindicato, José Valmir Ferreira.
Os trabalhadores que pedem um reajuste de 18% receberam a proposta dos patrões de até 10%, sendo divididos em percentual para janeiro de 2017 e início do ano de 2018, situação que a categoria não aceita.
“Na última rodada até pedimos 11% e eles ofereceram cinco em janeiro de 2017 e cinco em 2018 e isso não aceitamos porque temos a garantia do décimo e o prejuízo com essa proposta será grande”, complementa o presidente.
Para Pedro Portugal, vice-presidente do sindicato em Petrolina, essa assembleia será um indicativo de greve, caso as negociações não avancem.
“Não vamos regredir, vamos à greve caso não ocorra um consenso. Vamos reunir os trabalhadores e todos estarão em um mesmo horário dialogando e Pernambuco pode parar, dependendo da posição da nossa categoria”, afirma.
O diretor administrativo do sindicato, Marcelo Pessoa revela que ocorre falta de conhecimento por parte dos patrões em relação as necessidades dos trabalhadores.
“Nós da construção civil, temos um salário defasado e há mais de um ano estamos sem aumento, estamos mesmo em crise nos canteiros com muitas dificuldades, então a realidade mostra que não temos ganho real e o patrão insiste em um discurso que não agrada a categoria, dependendo de Recife, vamos aprovar um indicativo de greve. Colocamos na pauta pontos importantes como o nosso café regional, mas o principal é o reajuste”, revela Pessoa.
Os representantes convocam todos os trabalhadores da Construção Civil de Petrolina para o encontro que acontece às 18h, na sede do sindicato que fica na Avenida da redenção, Nº 11, Bairro Antônio Cassimiro.






