Petrolina (PE): “Se eu não tivesse parado, poderia não estar aqui”; Aos 72 anos, Luiz Gonzaga conta como venceu o vício do cigarro

A voz de Luiz Gonzaga Trajano carrega a serenidade de quem conhece a dor, e a força, de recomeçar. Aos 72 anos, o homem, que é natural de Santa Catarina (RS), mora atualmente no bairro Dom Avelar, em Petrolina, e se recupera de uma cirurgia recente com a firme convicção de que está vivo graças a uma decisão tomada há alguns anos: parar de fumar.

Foi durante uma roda de conversa na Unidade Básica de Saúde (UBS) Leonor Elisa, no bairro Dom Avelar, que Luiz compartilhou seu relato. O encontro abordava os malefícios do tabagismo, e ali ele abriu o coração e contou sobre sua história com o cigarro e como o Sistema Único de Saúde (SUS) foi essencial em sua jornada de superação.

“Se eu não tivesse parado, eu não estaria aqui”, afirma sem rodeios. Luiz começou a fumar ainda criança, influenciado por um cenário típico das décadas passadas. “As propagandas eram muito fortes. Mulheres lindas, barcos, comerciais de sucesso… tudo incentivava. Comecei a fumar escondido e, quando percebi, o vício já tinha me dominado”, relembra.

Foram cerca de 30 anos com o cigarro como companheiro diário. “Tentei de tudo: adesivos, tratamentos, tentativas sozinhas, mas nunca consegui largar”, conta. Até que, morando em Brasília, descobriu um posto de saúde com atendimento especializado no combate ao tabagismo e alcoolismo. Foi em 2 de setembro de 2002 que sua história começou a mudar.

Consequências e cuidados

Ao abandonar o cigarro, Luiz já havia perdido 60% da capacidade pulmonar. O impacto do vício foi profundo e ele sabe que precisa redobrar os cuidados com a saúde. “Hoje me cuido muito. Sou obrigado a me cuidar pela besteira que fiz no passado”, diz com honestidade. A história de Luiz Gonzaga é um retrato da realidade de muitos brasileiros que enfrentaram a dependência da nicotina. Ao mesmo tempo, é um exemplo vivo de que é possível vencer, mesmo após décadas de vício. “Nunca é tarde para parar. A vida melhora. A gente respira melhor, dorme melhor, vive melhor”, garante.

Hoje, com 72 anos, Luiz vive um dia de cada vez, cuidando da saúde e compartilhando sua história sempre que pode. Para ele, não se trata apenas de vencer o cigarro, mas de reconquistar a própria vida.

Atendimento em Petrolina

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Petrolina estão preparadas para acolher pacientes que desejam parar de fumar. Além disso, o município conta com atendimento especializado no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD III), localizado na Rua Dr. José Maria, nº 48. A unidade funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, sem necessidade de agendamento prévio.

A trajetória de Luiz Gonzaga evidencia que o primeiro passo rumo à mudança pode ser desafiador, mas é também o mais decisivo. Com acolhimento e estrutura, o SUS segue como aliado fundamental na superação do vício e no cuidado com a vida.

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