Operação da Polícia Federal em Pernambuco tenta desarticular uma organização criminosa internacional de doleiros

    dolar

    A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou a segunda fase da Operação Grande Truque. Em abril do ano passado, a ação teve o objetivo de desarticular uma organização criminosa internacional de doleiros e apreendeu computadores e o equivalente a mais de R$ 22 milhões em uma empresa de segurança de transporte de valores com filial no Recife. Desta vez, as busca estão sendo cumpridas em três pontos, sendo dois na capital pernambucana: uma empresa de segurança e transporte de valores, e uma loja localizada no Aeroporto Internacional dos Guararapes. O outro ponto é um banco em São Paulo. Vinte e quatro policiais federais participam da ação em dois estados.

    Na sede da empresa de segurança de transporte de valores localizada na Avenida Recife, Bairro da Estância, foram constatadas uma série de irregularidades com relação a apreensão do dinheiro arrecadado, sendo preso em flagrante um gerente que, a pedido do advogado, terá o nome preservado. O brasileiro, de 46 anos, natural do Rio de Janeiro e residente em Boa Viagem, não possui antecedentes criminais e foi autuado pela prática do crime de instituição financeira clandestina, que prevê pena de quatro anos de reclusão. Após a conclusão do flagrante, foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 1.576, sendo o suspeito liberado para responder ao processo em liberdade.

    Durante a ação foram arrecadados em espécie R$ 25 milhões e mais de R$ 60 milhões em moedas estrangeiras como dólares americanos, australianos e canadenses, francos suíços, libras esterlinas, euros, ienes, pesos argentinos, chilenos, mexicanos, colombianos e uruguaios, randezar, iuans, coroas norueguesas, dinamarqueses e suecas, o que perfaz um total de quase R$ 85 milhões. Também foram apreendidos documentos, mídias de computador, planilhas e material de informática que passarão por perícia técnica com o objetivo de subsidiar as investigações que estão em andamento.

    Os crimes investigados ofendem, principalmente, o Sistema Financeiro Nacional por práticas de Caixa 2 (com pena de até cinco anos de prisão); instituição financeira clandestina (com pena de até seis anos de reclusão) e lavagem de dinheiro. Durante a investigação, a PF constatou que a empresa de segurança de transporte de valores estava atuando além de seus limites legais, promovendo operações de câmbio nas suas dependências a pedido de instituições financeiras brasileiras.

    Agora, a PF investiga se essas operações financeiras estão devidamente registradas na contabilidade oficial, bem como se a empresa de segurança continua atuando à margem da lei ao desenvolver atividades típicas de instituição financeira sem autorização do Banco Central do Brasil. Importante registrar que, em razão disto, ainda neste ano, a PF autuou a empresa de segurança por conduta ilícita com pena prevista de encerramento das atividades neste Estado.

    Os 60 milhões de reais em moeda estrangeira foram encaminhadas para o Banco Central com om objetivo de serem custodiadas e os valores em moeda nacional de 25 milhões de reais foi feito um termo de fiel depositário para o representante da empresa, cujos valores ficarão sob sua responsabilidade até decisão superior da Justiça Federal. (DP).

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui