Esse é um dos problemas, mas tem outros. Além da falta de pagamento, o governo suspeita que alguns beneficiários tenham alugado, o que é proibido, ou até vendido o imóvel. O governo vai fazer uma campanha para que os beneficiários do programa com prestações em atraso regularizem o pagamento.
O último levantamento mostra que mais de 25% dos que conseguiram esse tipo de financiamento em todo o país não estão pagando as prestações. Todos serão chamados para uma conversa e vão receber uma advertência. Precisam voltar a pagar as prestações e tentar refinanciar os valores atrasados. Caso contrário, poderão não receber a escritura do imóvel no final do contrato. E nos casos em que não houver regularização, a pessoa pode perder o direito de morar no apartamento.
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que ainda está fechando o formato da campanha, que deve começar no Paranoá Parque, em Brasília, e depois vai ser levada para todo o país. Mas a ideia inicial é montar uma espécie de escritório dentro dos condomínios, com representantes da Caixa Econômica Federal e do governo para levar informações aos moradores sobre a necessidade de manter em dia o pagamento das prestações e também de cumprir as regras do contrato, que proíbe, por exemplo, o aluguel e a venda do imóvel.
O governo está cruzando informações do beneficiário do programa com a conta de luz, por exemplo, e já encontrou casos em que a conta vem em nome de outra pessoa, o que pode indicar que o apartamento foi alugado ou vendido. Se essa suspeita for comprovada, a pessoa vai perder o imóvel.
“Gente que alugou, gente que vendeu de gaveta, porque se as pessoas fizeram isso, é porque na verdade elas não necessitavam daquela casa, e aí nós vamos buscar um na fila, que está lá esperando a casa dele, para que ele ocupe essa unidade que o primeiro destinatário, na verdade, não precisava”, disse a secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriqueta Arantes.
A Secretaria de Habitação também disse que nas próximas semanas o governo vai retomar 8 mil obras do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ que estavam paradas. (Bom Dia Brasil).






