Lula fala sobre denúncia em coletiva de imprensa! “Ninguém está acima da lei: nem ex-presidente nem procurador”

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    Em pronunciamento na tarde desta quinta-feira com forte tom emocional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a denúncia do Ministério Público contra ele faz parte de um movimento para encerrar sua carreira política. Lula chorou algumas vezes durante sua fala e acusou os procuradores de perseguição política.

    Lula chorou algumas vezes durante sua fala e acusou os procuradores de perseguição política. Lula evitou responder a pontos específicos da denúncia e mencionou que recebeu orientação de seus advogados para ser cauteloso. “Tive orientação de meu advogado para ter cuidado com as palavras”, disse Lula, em um hotel em São Paulo.

    Na fala de improviso, Lula disse que “a criminalização da política é uma coisa muito grave”. Convocou os militantes do PT a usar camisa vermelha que ele próprio trajava. Relembrou diversas passagens de sua vida pessoal e política, defendeu a mulher e os filhos. Demonstrou disposição de continuar no jogo partidário. “A história mal começou e alguns pensam que ela terminou”, afirmou.

    “Ontem, eu fui vítima de um momento de indignação. Eu nunca pensei passar por isso”, em referência à apresentação do procurador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, considerada por Lula como um show de pirotecnia. “Ninguém está acima da lei: nem ex-presidente, nem procurador da República.” Na quarta-feira, Lula foi acusado de ser “o comandante máximo do esquema de corrupção na Petrobras”, “o grande general” e “o único vértice comum de esquemas de corrupção disseminados em vários esquemas em órgãos públicos”. Ele foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o tríplex do edifício Solaris, no litoral de São Paulo. Além de Lula, foram denunciadas outras sete pessoas incluindo a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

    “Querem me investigar, me investiguem; só quero que sejam verdadeiros e honestos comigo”, afirmou Lula, durante o discurso que durou pouco mais de 1 hora. Ele estava cercado de petistas, como o presidente do partido, Rui Falcão, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Paulo Rocha (PT-PA) e o presidente da CUT, Wagner Freitas e o dirigente do MTST, Guilherme Boulos.

    Ao relembrar o impeachment de Dilma Rousseff, disse que a votação na Câmara ficou marcada como a “noite da hipocrisia e da vergonha” e afirmou que “tentaram” afastá-lo da Presidência em 2005, quando foi deflagrado o mensalão. “Achavam que eu estava vencido [em 2005]; não sangrei e fui reeleito”, disse ele. “Não tenho vocação de Getúlio para dar um tiro; se quiserem me tirar, vão ter que disputar na urna.”

    Também disse que “a criminalização da política é uma coisa muito grave”. Convocou os militantes do PT a usar camisa vermelha que ele próprio trajava. (Valor Econômico).

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