Uma juíza do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou o governo do estado a pagar uma indenização de R$ 90 mil, por danos morais, à delegada da Polícia Civil Natasha Dolci. O montante final, no entanto, deve superar esse valor, já que a decisão determina a aplicação de juros retroativos e correção monetária.
A delegada foi afastada pela polícia após uma polêmica envolvendo a prisão do empresário Rodrigo Carvalheira, em 2024. Na época, Carvalheira era investigado por estupros. A delegada teria cometido infrações no decorrer da apuração contra o empresário, que é seu amigo.
Em abril de 2024, a Secretaria de Defesa Social (SDS) determinou o afastamento da delegada de suas funções policiais, a suspensão de seu porte de arma e o recolhimento do distintivo, arma e munições.
Além disso, segundo a Justiça, a pasta “impôs o comparecimento diário ao setor indicado pela Diretoria de Recursos Humanos da PCPE, onde deveria registrar sua presença e permanecer durante todo o expediente”.
Além do pagamento por danos morais, o TJPE também anulou a ordem que obrigava a delegada a se apresentar todos os dias ao departamento de Recursos Humanos da polícia.
A decisão também determina o restabelecimento imediato e definitivo do porte de arma de Natasha Dolci e a devolução de seus itens recolhidos pela SDS. Por fim, a magistrada condenou o Estado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. (Foto: Reprodução/Redes Sociais).






