O governador Paulo Câmara reforçou antes de fazer uma visita a Brasília, que é contra a ideia do PSB integrar o ministério em um eventual governo Michel Temer (PMDB). O governador quer marcar posição uma vez que a bancada federal socialista na Câmara Federal e no Senado, inclusive com a digital de pernambucanos, têm feito muita pressão para o partido aceitar um possível convite do peemedebista.
Entre os socialistas do Estado, um dos maiores defensores da participação no governo Temer é o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Integrantes do partido destacam que essa não é a primeira grande divergência de opiniões entre o governador e o senador sobre um assunto de interesse da sigla.
“A gente acha que pode contribuir para o Brasil apoiando ações no parlamento. Não estamos atrás de cargos”, disse o governador, ontem, após a posse do novo desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Sílvio Neves Baptista Filho.
De acordo com Paulo, a reunião que vai oficializar a postura do partido sobre o ministério ainda não tem data para ocorrer. Entre os socialistas que não querem uma ligação direta com Temer por meio de cargos, há o receito de que a pressão da bancada federal faça efeito sobre o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira.
O governador disse que não houve convite formal de Temer ao PSB e preferiu não comentar qual seria a postura do partido caso essa eventual convocação ocorra em caráter de “cota pessoal”. “O partido tem que ter uma posição e isso deve ser deliberado. Não dá para falar sobre hipótese”, comentou.






