Força política marca abertura do G20 Semiárido em Petrolina

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    Uma região, onde a taxa de urbanização é maior que a média do Nordeste e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) cresce mais do que a média do Brasil. Esta é uma das faces do novo Semiárido brasileiro, que a economista e socióloga Tânia Bacelar apresentou na noite desta quinta-feira (22), no auditório do Senai em Petrolina – PE, durante a palestra de abertura do G20 Semiárido (Fórum Permanente para o Desenvolvimento Regional).

    Falando para os prefeitos das 23 maiores economias do Semiárido, além de representantes dos Ministérios da Integração Nacional, das Cidades e do Turismo, a economista garantiu que a união do grupo, além de somar um PIB de R$ 50 bilhões e uma população de 4,6 milhões de habitantes, também assegura uma posição de importância na agenda de compromissos do Governo Federal, dos governos dos estados nordestinos e da Sudene. “Se antes, o Nordeste acontecia nas metrópoles litorâneas, agora quem pulsa são as cidades de médio porte do Semiárido”, afirmou Tânia Bacelar.

    Presente ao encontro, o superintendente da Sudene João Paulo, ouviu dos prefeitos a solicitação de reformulação do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), e se mostrou simpático a causa. “Estamos somente aguardando a agenda da presidente Dilma Rousseff para marcarmos nosso próximo encontro, onde certamente apresentarei as propostas significativas deste importante grupo, que já nasce com a força da união de uma região que ocupa 60% do território nordestino e responde por 40% da população do Nordeste”.

    Para o prefeito de Petrolina e idealizador da iniciativa Julio Lóssio, a primeira reunião de cúpula do G20 Semiárido começou com o pé direito. “Além de uma palestra extremamente rica em informações, a exemplo de como tem crescido o Semiárido em segmentos como a agricultura, comércio, serviços, indústria, renda familiar e até o número de matrículas no ensino superior, este momento nos faz lembrar o surgimento da Sudene”, ressaltou o prefeito, recordando a reunião de bispos (coordenada por Dom Helder Câmara), e realizada em Campina Grande – PB, em 1956, quando foi dado o primeiro passo para a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste.

    “O G20 nasce para fazer maior ainda este novo Semiárido, com mais conhecimento técnico-científico, mais investimentos nas cadeias produtivas e mais igualdade na distribuição das riquezas”, concluiu Julio Lóssio. Participaram ainda da solenidade de abertura do G20 Semiárido, os deputados estaduais Lucas Ramos e Miguel Coelho, além de representantes de universidades e centros de pesquisa, órgãos governamentais e várias instituições bancárias, a exemplo do Banco do Nordeste (BNB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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