Em coletiva, procurador afirma que o país está “polarizado” e há muito “maniqueísmo” entre os pró e antigoverno.

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    A Polícia Federal faz uma coletiva de imprensa para detalhar a ação contra o ex-presidente Lula, alvo da 24ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de Aletheia. A entrevista ocorre na sede da PF, em Curitiba.

    O delegado da Polícia Federal,  Igor Romário afirma que manifestações estão ocorrendo em Congonhas, na casa de Lula em São Bernardo, e no Instituto Lula, em São Paulo.

    O auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima, fala sobre as duas principais entidades ligadas ao ex-presidente, a LILS Palestras e o Instituto Lula.

    Roberto Leonel de Oliveira Lima afirma que a LILS e o Instituto Lula receberam recursos expressivos, desde 2011 a 2014, de grandes empresas e empreiteiras. Parte do dinheiro veio através do pagamento de palestras à LILS e de doações ao instituto.

    O auditor afirma que diligências estão sendo feitas nas empresas que pagaram palestras ou fizeram doações ao Instituto Lula. Segundo ele, as 5 maiores empresas que contrataram as palestras são as mesmas que realizaram as doações de maior valor ao instituto.

    O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima assume a palavra e inicia sua fala afirmando que “trata-se apenas de mais uma fase da Lava Jato”.

    O procurador cita a “organização criminosa” que agia na Petrobras e afirma que o ex-ministro José Dirceu era um dos comandantes do esquema. “Estamos analisando evidências de que o ex-presidente e sua família receberam vantagens.”

    Carlos Fernando dos Santos Lima afirma estar “bem claro” o pagamento de benfeitorias do triplex de Guarujá. O procurador lembra que o ex-presidente Lula não possui foro privilegiado.

    O delegado Igor Romário diz que Lula está sendo ouvido no Aeroporto de Congonhas, em SP, desde as 8h e não há previsão para o término do depoimento do ex-presidente.

    O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirma que o país está “polarizado” e há muito “maniqueísmo” entre os pró e antigoverno.

    O Instituto Lula recebeu R$ 20 milhões em doações das cinco maiores empreiteiras, de acordo com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. O procurador afirma que não há pedido de prisão contra o ex-presidente Lula nem contra sua mulher, Marisa.

    “O foco das investigações é o presidente Lula e as duas empresas, a LILS Palestras e o Instuto Lula”, diz o delegado Igor Romário de Paula.

    Segundo o delegado, a ação ocorreu de forma tranquila e o presidente Lula “não acompanhou a busca na sua residência”. “Achamos melhor dividir as equipes e conduzi-lo à Congonhas”, afirma.

    O delegado Igor Romário de Paula declara que os dados da quebra de sigilo bancário ainda não podem ser divulgados e a ação de hoje não possui relação com a suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral, vazada ontem.

    “Certamente o governo do ex-presidente foi o maior beneficiário deste esquema”, diz o procurador. (DP).

    Daqui a pouco mais informações em nosso blog sobre a 24ª fase da Operação Lava-Jato.

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