Criança morre em hospital, e número de vítimas da tragédia com romeiros em Alagoas sobe para 16

O Governo de Alagoas atualizou para 16 o número de mortos no acidente com um ônibus de romeiros ocorrido na manhã dessa terça-feira (3), na rodovia AL-220, em São José da Tapera, no Sertão do estado. Entre as vítimas estão sete mulheres, cinco homens e quatro crianças.

Inicialmente, tinham sido confirmados 15 óbitos. As vítimas morreram ainda no local do acidente e tiveram os corpos recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML). Horas mais tarde, mesmo após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santana do Ipanema, um menino de apenas quatro anos não resistiu aos ferimentos e morreu dentro do hospital.

Sepultamentos

Os corpos de cinco das vítimas do acidente foram velados em conjunto em uma quadra esportiva na cidade de Coité do Nóia, no interior de Alagoas, na manhã desta quarta-feira (4). O município é o local de origem das vítimas, que teriam saído de lá com destino ao estado do Ceará, para acompanhar a Romaria de Nossa Senhora das Candeias.

Os corpos velados eram de Luiz Miguel de Alcântara, de quatro anos, José Caio de Oliveira Souza, de 15 anos, Adelmo José de Oliveira, 52, Sebastião Vieira de Moraes Neto, 55, e Josefa Madalena de Alcântara, de 67.

Ao todo, estima-se que havia 60 ocupantes no veículo no momento do acidente. Além dos 16 óbitos, 20 pacientes deram entrada na rede estadual de saúde. Desses, 18 permanecem internados.

A Polícia Civil de Alagoas instaurou um inquérito para apurar as causas que teriam levado à tragédia.

Em nota, o governo do estado informou que a Polícia Científica de Alagoas, por meio do Instituto de Criminalística de Arapiraca (ICA), concluiu a perícia no local do acidente. Segundo o perito criminal Gerard Deokaran, o ônibus saiu da pista ao fazer uma curva, capotou e caiu em uma ribanceira com mais de cinco metros de altura às margens da rodovia AL-220, no sentido São José da Tapera.

Em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus envolvido no acidente realizava transporte clandestino de passageiros. Segundo o órgão, o veículo não cumpria uma série de critérios para ser considerado regular.

“O ônibus não possui habilitação na ANTT. Não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado.”

O ônibus teria sido disponibilizado pela prefeitura de Coité do Nóia, cidade de origem da maioria dos ocupantes, para transportar os romeiros até o Ceará. A Itatiaia entrou em contato com o executivo municipal para apurar a regularidade do ônibus, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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