Neste sábado (10), o assassinato da garota Beatriz Angélica Mota completa nove meses e manifestantes do grupo “Beatriz Clama por Justiça”, anteciparam os protestos e realizaram um ato na frente da Delegacia de Homicídios, Centro de Petrolina, na manhã desta sexta-feira (9).
Os integrantes usaram cartazes, faixas, um coração com o nome “Bia” e colocaram cruzes de cor preta, com nomes dos envolvidos no processo de investigação do crime.
“Essas cruzes pretas representam os nossos sentimentos de luto, indignação e insatisfação. A cada um dos nomes é demonstrado luto por todos eles que não dizem nada do caso”, protesta um dos integrantes do grupo.
Os manifestantes acreditam que mesmo com a apresentação em vídeo durante coletiva realizada ontem (8), de um suspeito circulando pelo Colégio Auxiliadora na noite do crime, 10 de dezembro de 2015, não há novidades mais avançadas nas investigações.
“Tudo que o delegado disse, o grupo já sabia, ontem não foi apresentada nenhuma novidade e eu tenho certeza que ele sabe de muita coisa, já que não existe nenhuma prova do criminoso, vamos trabalhar em cima disso, mas precisamos dessa identidade. E se essa pessoa entrou no Colégio facilmente é poque tudo já estava premeditado, isso é lógico”, ressalta uma manifestante , que prefere não ser identificada.
Os integrantes do grupo alegam ainda, que está ocorrendo uma transferência de responsabilidade por parte da Polícia Civil e Ministério Público em elucidar o crime.
“Fizeram uma força-tarefa e já são nove meses sem respostas. Nossa meta é pedir a substituição de todos os envolvidos nesse caso: delegado, promotor, juízes. Tínhamos a informação sobre um cumprimento de mandado de busca e apreensão e o delegado desmentiu. Quem está falando a verdade?”, questionam.
Para os pais de Beatriz, o delegado responsável pelas investigações, Marceone Ferreira, não trouxe novidades em relação às investigações. Em seguida, os manifestantes foram até o Fórum de Petrolina em busca de respostas.






