O empreendimento fascinou a vida desse menino aos 12 anos de vida em Afrânio sua terra de nascimento. Artidonio Araújo ainda nessa faixa etária veio morar e definitivamente se tornar um cidadão petrolinense. Dessa providência divina, o menino Artidonio, encontrou casa e amparo em Petrolina, com as irmãs professoras, Maria Wilza e Mary Belgium.
Ambientado nessa adolescência e juventude, Artidonio Araújo, encontrou a oportunidade de trabalho no Armazém São João, estabelecimento do empresário João Batista Cavalcanti Ramos. Logo obteve confiança do patrão a quem compraria o Armazém em suaves promissórias. João Batista tinha outras alternativas empresariais.
Artidonio passava a ser dono do inesquecível Armazém São João por 60 anos. Ao lado disso, casara-se em 1959, com Romelita Padilha, com quem teve quatro filhos, Artidonio, Márcia, Ricardo e Luciene.
No ARMAZÉM SÃO JOÃO, uma confraria de fregueses amigos, ricos e pobres. As vendas se mantiveram em generosos cadernos do “fiado” e da confiança dada. A prosperidade veio com o crescimento de Petrolina já se assanhando para os ciclos, industrial(anos 1960) e fruticultura irrigada nos anos seguintes(1970/80/90). O Armazém São João mantinha a tradição e seu crescimento em progressão geométrica. Numa época sem grandes atacados, sem supermercados, as famílias compravam no aconchegante crediário presencial do articulado ARTIDONIO ARAÚJO. Suas convicções comerciais, sua empatia plena, sua visão adiante do seu tempo, o tornara hábil comerciante entre fornecedores e clientes. Artidonio Araújo viabilizou Petrolina em cidades vizinhas. Às segundas-feiras, a feira livre no centro da avenida Souza Filho, reforçava essa clientela vida da zona rural. Para o público urbano, o armazém dispunha os sábados. O armazém São João era um hábito entre petrolinenses. ARTIDONIO ARAÚJO é até hoje, um nome repetido nas rodas sociais da cidade. Seu Memorial está fincado na rua Bahia que virou Calçadão Bahia. Artidonio é uma saudade imensa desde sua morte algum tempo atrás. Petrolina lhe guarda carinhosamente.
Por Marcelo Damasceno
Petrolina (PE)






