Após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgar a lista com as igrejas e pastores investigados na CPMI do INSS, o pastor André Valadão, um dos nomes mencionados, definiu a apuração das fraudes como “invenção” e “perseguição caluniosa”. Líder da Lagoinha Global, o religioso também afirmou que as investigações não são apenas um “ataque” contra ele, “mas a toda a igreja”.
— O meu nome ter sido citado nessa CPMI é uma prova de uma perseguição infundada e caluniosa. Eu sou o presidente da Lagoinha Global, moro nos Estados Unidos. E aí uma igreja, no Brasil, tem um membro aleatório investigado. Eles tomam a igreja para tentar difamá-la e colocá-la como uma instituição criminosa — criticou o pastor, nesta quarta-feira, nas redes sociais.
Valadão foi alvo de pedido de quebra de sigilo e também convidado a comparecer à comissão parlamentar. Ele criticou o autor dos requerimentos, deputado federal Rogério Correia (PT-MG), afirmou que irá processá-lo e disse que “petistas tentam destruir a reputação de quem se opõe às suas ideologias”.
— São pessoas que desejam acabar com a credibilidade das lideranças cristãs. Isso traz perseguição religiosa — rebateu. — Rogério Correia disse coisas tão infundadas que, para nós que conhecemos petistas, esquerdistas, não precisamos dizer o tipo de pessoa que é. Vindo dele, é a mesma coisa que vir de uma barata, de um “esquerdopata” louco — atacou Valadão.
Outro nome citado na comissão é o de Fabiano Zettel. Ele foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, no início deste mês, por susposta ligação com as fraudes no Banco Master. Cunhado de Daniel Vorcaro, dono da instituição, ele é pastor da Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, mas foi afastado de “qualquer atividade de natureza ministerial” pela igreja após as investigações. (Foto: Reprodução).






