Profissionais da saúde temem falta de segurança em Pernambuco

    Não é de hoje que os profissionais de saúde do estado e principalmente em Petrolina, temem pela falta de segurança nas unidades de saúde.

    Nós últimos meses, Pernambuco vem registrando altos índices de insegurança nas unidades de saúde, onde muitas só nesse mês foram assaltadas e vários profissionais roubados.

    Esse assunto vem causando a mobilização de enfermeiros no estado, que clamam por um respaldo do governo e em visita ao Blog, Ludmila Medeiros Outtss Alves, enfermeira, veio do Recife para contar o caos que a classe vem passando, e até agora nenhuma solução.

    Ela cita o exemplo da enfermeira que estava prestando serviço em uma ambulância entre os municípios de Araripina (PE) e Ouricuri (PE), que foi alvejada por bandidos com disparos de arma de fogo, e que e mesma acabou não resistindo, vindo a óbito no dia 26 de abril.

    De acordo com a profissional, enfermeiros vêm sofrendo assaltos, ameaças, intimidações e muitas unidades da capital já foram fechadas por falta de segurança.

    “Nos últimos meses a violência vem aumentando e isso reflete nas áreas de saúde porque são abertas à população e faltam profissionais de segurança, então ficamos expostos aos assaltos, durante o horário do expediente. A saúde já é crítica e muitas vezes até agressões ocorrem dentro das unidades, às vezes não temos material suficiente e somos agredidos por familiares de pacientes porque eles pensam que não damos a devida assistência, enfim”, conta a enfermeira.

    Petrolina

    Recentemente no residencial Vivendas, em Petrolina, a equipe móvel de saúde da prefeitura foi assaltada e não havendo tempo de atender os moradores.

    Solução

    “Hoje não sentimos segurança nas unidades  e nem na volta para as nossas casas, dentro do trabalho somos desassistidos. O que queremos é uma política de segurança pública e um acompanhamento firme e seguro no transporte das ambulâncias e na condução dos profissionais nas unidades inter hospitalares, pois é um direito nosso buscarmos por segurança e estamos abrindo esse diálogo com a população para termos um apoio”, conclui Ludmila Medeiros Outtss Alves.

     

     

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