Mais dois matadouros de Pernambuco são interditados

    Mais dois matadouros foram interditados por tempo indeterminado no Interior do Estado: os de Capoeiras (Agreste) e Afogados da Ingazeira (Sertão). Dessa vez, a fiscalização foi feita pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Nos locais, foram encontrados problemas relacionados à saúde e segurança dos funcionários, como fiações elétricas expostas, plataformas e pisos inadequados e falta de treinamento.

    O futuro dos estabelecimentos será definido na próxima segunda-feira (3), em uma reunião entre representantes das instituições que efetuaram as fiscalizações e da administração dos espaços.
    O matadouro de Capoeiras é gerido pela prefeitura. Já o de Afogados da Ingazeira é de responsabilidade de uma empresa privada. A fiscalização foi feita pelo procurador do Trabalho UIisses Dias de Carvalho e pelos auditores fiscais Edson Cantarelli e Francisco Reginaldo Rodrigues.

    Equipes do MTPS ou do MPT já haviam interditado, em outras ocasiões, os matadouros de Caruaru, no Agreste, em julho de 2014; Itapetim, no Sertão, em julho de 2016; e São João, no Agreste, e Floresta, no Sertão, ambos em fevereiro deste ano.

    Em outra frente de atuação, o Ministério Público Estadual (MPPE) e a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro) vêm atuando para avaliar as condições sanitárias em mais matadouros, como os de Barra de Guabiraba, Cupira e Jurema, no Agreste. Os dois primeiros receberam prazos para desativação, que pode ocorrer a qualquer momento.

    Já o último foi interditado na quarta-feira da semana passada, um dia após a reportagem da Folha de Pernambuco flagrar o depósito de dezenas de carcaças de bois ao ar livre e a poucos metros de onde a carne era manipulada antes de seguir para açougues. Ao todo 26 abatedouros podem ser fechados no Estado por recomendação do MPPE. A partir dos trabalhos do programa Carne de Primeira, desenvolvido pela instituição, 57 estabelecimentos já foram interditados desde 2011. (Folha PE).

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