Um fonte do Blog revela que o secretário escolhido para substituir Alessandro Carvalho na pasta de Defesa Social no Estado de Pernambuco, Ângelo Fernandes Gióia, já vem sendo criticado e até associações ligadas a polícia deverão lançar nota sobre a indicação.
O motivo é voltado para uma matéria divulgada pela revista e site “Isto É”, no dia 16 de maio de 2012 , que aponta Gióia como suspeito de favorecer o tráfico no Rio de Janeiro e após um pedido de anulação por parte do Ministério Público de seu cargo para a embaixada do Brasil em Roma.
A matéria diz que Ângelo Fernandes Gióia, ex-superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, trabalhava na época no “belíssimo Palazzo Pamphilj, sede da embaixada brasileira em Roma, como chefe da adidância policial”. Mas o procurador da República no Distrito Federal, Peterson Paula Pereira, pediu que a Justiça anulasse a nomeação de Gióia e o mandasse de volta ao Brasil “para responder a uma ação penal pelos crimes de denunciação caluniosa, abuso de autoridade e coação”. Segundo a revista, Gióia também no período “era alvo de uma outra ação por improbidade administrativa”.
Para o procurador, a PF desrespeitou suas próprias regras internas ao indicar Gióia para o posto de adido policial em Roma. O artigo 7º da Instrução Normativa da corporação prevê que o nomeado para o cargo “não pode estar respondendo a processo criminal, administrativo-disciplinar ou inquérito policial, que por sua natureza crie dificuldade à administração e que impeça o seu afastamento do país”. Por essa razão, na avaliação de Peterson Pereira, o decreto assinado pelo então ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto seria ilegal e feriria o princípio da moralidade administrativa. “O Brasil não está bem representado neste momento e a ausência do delegado pode prejudicar o andamento da ação penal que ele responde”, completa Pereira na matéria.
Em investigação aberta em novembro de 2009, os procuradores concluíram que houve uma subutilização dos recursos da Polícia Federal no Rio, provocando uma queda substancial na prisão de traficantes e apreensão de cocaína. Entre as dezenas de depoimentos colhidos durante o inquérito, chamou a atenção o do delegado Leonardo de Sousa Tavares. Ele afirmou que a superintendência do Rio, comandada pelo delegado Ângelo Fernandes Gióa, estava promovendo um “desmonte enviesado e progressivo da estrutura policial no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão) para dar guarida a um suposto esquema de contrabando e descaminho com a participação de servidores da Receita Federal e a conivência de delegados da PF”.
No final do texto, a revista “Isto É,” na época, em 2012 relata que: “Como, em vez de investigar as denúncias feitas por Sousa Tavares, Gióia abriu uma sindicância interna contra ele, o MP resolveu ajuizar a ação penal e de improbidade. “O delegado não poderia ser denunciado apenas por cumprir o seu dever”, afirma o procurador da República no RJ, Fábio Seghese, um dos autores na ação. Gióia nega que tenha cometido qualquer tipo de irregularidade ou perseguição a funcionários quando esteve à frente da PF no Rio de Janeiro. Seus documentos de defesa, aos quais ISTOÉ teve acesso, alegam a suspeição dos três procuradores que atuam na ação penal e contra quem Gióia abriu representações na Justiça Federal. Sobre o eventual pedido de anulação de sua transferência para Roma, Gióia pouco comenta. “Não sou réu. Na condição de funcionário público compete-me cumprir, como sempre cumpri com probidade e correção, todas as determinações do diretor-geral do Departamento de Polícia Federal”, afirmou, por e-mail, à ISTOÉ. Também procurada, a direção da PF afirma que a natureza dos processos contra o adido não impedia a sua nomeação”. (Com informações e foto da Revista e Site Isto É).






